Povos das Américas

Este síte esta sendo escrito no ano de 2021.

As informações colocadas aqui são lembranças da viagem feita em 2011 e durante a viagem, tudo foi registrado no site do grupo motociclistico que faço parte, mas por questões administrativas, o grupo acabou perdendo o domínio (www.skoladosdoasfalto.com/javali) e eu perdendo todas as anotações.

Planejamento

Após concluirmos a viagem a Machu Picchu (Da Estrada Real a Mahu Picchu) em 2006 começamos a conversar sobre o que faríamos. Tínhamos dois membros fundadores que não haviam concluído o percurso e o sonho de chegar a Machu Picchu permanecia em cada um. Contudo este sonho hora era evidente, hora não se destacava.

Seguimos rodando pelos eventos entre Minas Gerais (excelentes eventos motociclísticos), Goiás (eventos mais ou menos para nosso gosto, claro) e mais um aqui outro acolá. Em Brasília bombava os encontros semanais e muitos motociclistas nos procuravam para obterem informações sobre Machu Picchu, Deserto do Atacama, como era viajar de moto pela Argentina, Chile, Peru etc.

Foi assim que outros três motociclistas um belo dia me aguardavam em um encontro semanal (encontro do Terraço Shopping) que acontecia nas terças feiras. Ivo, Kaiser e Eliu. Foram vários dias de conversa com informações sobre a viagem que eles pretendiam fazer. Estes três motociclistas se tornaram membros do Motogrupo Skolados do Asfalto e fizeram a viagem, mas também não chegaram a Machu Picchu. Mas fizeram uma belíssima viagem pelo Deserto do Atacama descendo até Vinhas Del Mar, Valparaíso dentre muitas outras cidades.

O tempo foi passando e começamos a conversar sobre a possibilidade de chegar até o México. A aventura já tinha até nome “Dos Incas aos Astecas”. O planejamento parecia com aquele que já relatamos anteriormente na viagem de 2006, porém, nosso planejamento não avançava. Assim, comecei a consultar sites sobre o clima para lugares além de Machu Picchu, a fazer rotas, pesquisar sobre condições políticas e acesso aos vários países.

Quando percebi que meus irmãos de grupo motociclístico não estavam tão animados assim, passei a programar a viagem mais ou menos sozinho mesmo. Neste momento pensei, se dá para ir até o México, então dá para fazer o mundo todo e neste sentido comecei a planejar a viagem que passaria por toda a América do Sul, toda a América Central, toda a América do Norte e do Alaska ao Japão. Rodaria boa parte do Japão e embarcaria para a Coreia do Sul e de lá para Vladvostok. De Vladivostok rodaria a Sibéria, a Europa e o Norte da África voltando para a Europa pelo Estreito de Gibraltar seguindo para Portugal e de lá embarcaria para o Brasil.

Um planejamento e tanto sem falar nas pesquisas, visitas a várias embaixadas e consulados, contato com motociclistas de vários países, rotas pelo google maps etc.

Neste ritmo o tempo foi passando, meus irmãos de grupo não muito interessados e eu calculando tudo. Assim passamos 2007, 2008 e 2009 quando chega no meu trabalho um colega que nas horas de folga fazia um freelance de guia turístico e planejamento de viagens escolares. Este colega foi fundamental para nortear o planejamento. Naquele tempo eu contava com uns 9 meses disponíveis para viajar sendo seis meses de licença prêmio e férias que acumularia de dois anos seguintes mais um outro mês de férias do ano em curso.

Foi aí que o Marcos me orientou para eu dividir o projeto. “se você viajar nesta tocada não terá muito tempo para conhecer lugares maravilhosos. Apenas passará por eles. Dividindo você terá mais tempos e fará uma viagem mais confortável”.

Comecei então a refazer o planejamento baseado nas orientações do Marcos e dividi em três etapas sendo a primeira etapa as Américas que chamei de Povos das Américas, em um outro período a segunda etapa Europa e Ásia e por fim o terceiro período parte da Europa e África.

Procurei também trocar minha motocicleta, pois eu teria que levar mais bagagem, precisava ter mais autonomia e a Yamaha XT 660 embora fosse uma excelente motocicleta, achei que seria melhor uma outra. Desta forma ainda em 2009 comprei uma Triumph Tiger 955i importada com apenas 10 mil milhas rodados (cerca de 16 mil km).

Logo em seguida, outros dois irmãos de grupo também trocaram suas motos de Yamaha XT 600 para Suzuki VStrom 1000 e disseram que estaríamos juntos pelo menos até o México como o início do planejamento.

Passei a procurar por alguns patrocínios e já bem próximo da data escolhida, alguns meses antes, consegui as peças para revisar a moto antes da partida vindas diretamente da Inglaterra (relação completa, cabos, juntas, filtros, manoplas, bolha maior… e a contrapartida de fazer três visitas obrigatórias com revisão completa na Triumph nos Estados Unidos (Texas, Whashington na ida e Montana na volta). Consegui também as vestimentas de segunda pele 100% Go AHEAD que na época tinha o André Carrazzone como sócio. Recebi os kits para verão (1 calça, 2 blusas e duas bala clavas, tudo com proteção UV), frio moderado (1 calça, 2 blusas e duas bala clavas) e extremo inverno (1 blusa). O Valter da Chiaretto Retificadores ficou sabendo da empreitada e me forneceu como patrocínio dois retificadores preparados especialmente para encarar as altíssimas e baixíssimas temperaturas que eu atravessaria. Instalei os dois na moto sendo um ligado e o outro de reserva.

A moto foi revisada pelo Galegos Motos pois não tínhamos a Triumph em Brasília-DF. Ele instalou tudo que pedi além de deixar a moto “redondinha” para a viagem. Com quase tudo pronto, Bagagem, GPS com mapas atualizados e moto revisada, definimos que a data de partida seria 21 de abril de 2011, aniversário de Brasília e feriado nacional de Tiradentes e assim fizemos. Saímos rumo ao Alaska na 1ª Triumph Tiger 955i a fazer esta viagem do Brasil ao Alaska.

VÉSPERA E DIA DA SAÍDA.

20 de abril de 2011, véspera da partida rumo ao Alaska.

A motocicleta está pronta.

Revisada, toda a bagagem nos baús, a documentação organizada, o dinheiro e cartão de crédito separados.

Tudo pronto.

As horas vão passando e o tempo todo vou até a motocicleta para ver se falta alguma coisa. Não falta nada mesmo assim o tempo todo tenho que dar uma olhada se está tudo certo. As horas avançam, chega à noite, começa a madrugada e o sono não chega.

A esposa, os filhos e a Tia Iaiá dizem para eu ir dormir. Deito, mas o sono não vem. No meio da madrugada levanto, abro geladeira, bebo água, como alguma coisa e volto para a cama e nada de sono. Lá pelas tantas começo a cochilar e de repente o interfone toca.

21/04/2011

– Sr. Jorge, tem um motociclista aqui te esperando, diz o porteiro do condomínio. Olho o relógio que está marcando 05h da manhã.

Era o Vagner (Bob Esponja).

Java, você marcou para 05h. Estou aqui te esperando, diz o Bob.

Tomo um rápido banho e começo a vestir as roupas que me aguardavam desde o dia anterior sobre uma das poltronas. Enquanto isto a esposa prepara o café, os filhos preparam o carro.

Meia hora depois estou pronto e de sainda no portão do condomínio. Lá está o Bob me aguardando.

Seguimos todos para encontrar os outros amigos de grupo no Mc Donald do posto da saída Sul. Chegando lá alguns amigos disseram “achamos que tinha desistido”.

Abraço todos os presentes e temos mais alguns minutos de conversa antes de pegamos a estrada todos juntos até o posto JK em Cristalina-GO.

Em Cristalina-GO, abastecemos as motos, lanchamos e chaga a hora de despedir de uma parte do grupo e dos parentes, estes em prantos pois ninguém sabia o que seria esta empreitada que estava prevista para quatro meses.

Outra parte do grupo segue me acompanhando pela BR 050 até o postp JK na entrada de Catalão-GO. Eles estavam indo participar de um encontro motociclístico o Parada Obrigatória na cidade de Morrinhos-GO. Em Morrinhos um outro motociclista também sairia para o Alaska alguns dias depois, Sinomar e sua esposa Edivânia. A data de saída dele seria no início da semana seguinte após o encontro.

Assim, no prosto JK de Catalão abasteço a motocicleta, faço um lanche leve e me despeço de todos. Sigo sozinho a partir de Catalão, mas com encontro marcado na cidade de Aparecida-SP. Rodo pela BR 050 e passo pela cidade de Ribeirão Preto onde o Walter da Chiaratto retificadores um dos patrocinadores me esperava. Encontro o Walter, visito sua indústria, fazemos fotos e sigo a diante.

No final da tarde chego a Aparecida-SP e os Skolados de Ouro Branco-MG já estavam lá. Chegaram antes de mim.

A partir da minha chegada a Aparecida até parte da noite nos confraternizamos com os Skolados de Ouro Branco-MG, visitamos a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, fizemos nossos pedidos de proteção para este projeto em especial e os agradecimentos de tudo já alcançado. Os Skolados de Ouro Branco-MG se hospedaram em Aparecida mesmo, próximo a Basílica e eu sigo acompanhado dos Skolados Sergio (Jaca) e Graça sua esposa; Cezar (Zé Colmeia) e Camila sua esposa para o Hotel de Trânsito da Brigada de Aviação do Exército Brasileiro em Taubaté, uns 40 km da Basílica de Aparecida, onde dormimos a primeira noite das tantas noites do projeto Povos das Américas.

Foi uma noite bastante tranquila para todos embora uma novidade para os dois casais de amigos por dormirem no interior de um quartel do Exército Brasileiro, quarnecido por seguranças armados e policiais militares da Plícia do Exercito, P. E.

Tabela de quilometragem

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200

22/04/2011 – Amanhecemos em Taubaté

O hotel de trânsito da Brigada de Aviação do Exército Brasileiro não oferece café da manhã para os hóspedes. É um hotél de trânsito para militares. Como já me hospedei lá por várias vezes, sempre que vou a Aparecida, na Basílica Nacional de Aparecida Padroeira do Brasil, informei para meus parceiros de viagem sobre essa condição.

Acordamos bem e logo após a alvorada dos militares daquela instituição militar. Preparamos nossas motos e bagagens mas não esperamos a cantina que fica ao lado do hotel de transito abrir. Com tudo pronte e diárias pagas, saímos para tomar café em uma padaria que fica a uns 400 metros do portão de acesso ao hotel.

Tudo pronto, café tomado, pegamos a estrada com destino a Ponta grossa no Paraná. Não queríamos passar pelo centro de São Paulo em razão da hora e do congestionamento que poderíamos encontrar pela frente. Assim nosso amigo Cezão disse que seguiria à frente pois conhecia o trecho e que qualquer dúvida o seu GPS “Xing-ling” resolveria. Resultado, ficamos dando voltas.

Na terceira vês que passamos pelo mesmo ponto, resolvi assumir a direção e conduzir meus amigo na saída de São Paulo-SP rumo a Ponta Grossa-PR. Aqui segue uma dica importante para que pretende fazer viagens: tenha sempre um GPS confiável e mapas atualizados.

Seguimos pela BR 116 e no início da tarde estávamos nas proximidades de Curitiba-PR onde decidimos não passar pelo centro também em razão de trânsito e congestionamentos. Contornamos Curitiba e chegamos a Ponta Grossa-PR no comecinho da noite e fomos procurar um hotel com preço justo para nos alojarmos. Pergunta daqui, pergunta dali, vamos a um hotel, vamos a outro e achamos o que nos atendia.

Após ocuparmos nossos quartos, tomarmos um bom banho e vamos procurar cerveja então.

Tabela de quilometragem

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750

23/04/2011 – Saímos de Ponta grossa – PR com destino a Foz do Iguaçu – PR

Saímos de Ponta Grossa logo após o café da manhã para seguirmos caminho para Foz do Iguaçu.

Entre Guarapuava e Cascavel uma mudança radical do tempo nos colocou em uma tempestade daquelas. O tempo mudou drasticamente. De repente muito frio e chuva forte.

Como não esperávamos uma mudança tão brusca, não nos preparamos para esta tempestade e frio. A esposa de um dos meus amigos começou a se sentir mal com o frio que e assim que encontramos um local de parada nas proximidades de Guaraniaçu paramos. Ficamos muito preocupados com a Graça que estava tremendo sem conseguir parar e com os lábios bem roxo. Acompanhada da Camila, esposa de outro amigo as duas entraram para o banheiro e rapidamente trocaram de roupas para tentar melhorar, mas não adiantou muito. Foi nesta hora que pedimos para o atende no restaurante que nos preparasse um chocolate bem quente.

Mesmo com o chocolate bem quente a Graça demorou um pouco para voltar a se sentir melhor.

Após uma hora e meia aproximadamente parados, voltamos para a estrada já em melhor condições tanto de bem estar quanto em relação a mudança do clima. Aqui vai outra dica para os viajantes: verifiquem sempre a previsão do tempo para a rota que pretende fazer momentos antes de começarem o percurso e se possível, faça isso sempre que pararem para abasterce ou lanchar.

Assim continuamos até chegarmos à Foz do Iguaçu.

Em Foz do Iguaçu nos hospedamos no Hotel Monalisa e ficamos lá por 3 dias. Com isto, aproveitamos para irmos às Cataratas e também a Puerto Iguazu no Paraguai além de curtirmos um pouco das noites na cidade.

Tabela de quilometragem

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600

27/04/2011 saímos de Foz do Iguaçu com destino a Resistência- Chaco, Argentina.

Na manhã do dia 27, logo após o café da manhã saímos com destino a Resistência na Argentina.

Ia ser um dia um pouco longo em razão das aduanas (saída do Brasil e entrada na Argentina). Com isto, fazer o câmbio para ter dinheiro argentino dentre outras situações aduaneiras.

Depois de tudo pronto seguimos caminho. Na frente nosso irmão Cezão e sua esposa Camila e atrás se revezando, Jaca e Graça e eu. Nós íamos “catando” o que Camila ia deixando cair (cachecol, luva, roupa, etc).

Também parávamos várias vezes para fazermos fotos e entregar os pertences que fomos recolhendo pelo caminho. No final do dia passamos por Corrientes e chegamos a Resistência.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700

28/04/2011 saímos de Resistência- Chaco -Argentina com destino a Joaquín Víctor González- Salta, Argentina.

Já havíamos rodado nesta estrada em 2006, mas no sentido contrário e naquela época, fomos abordados por policiais em Monte Queimado pedindo propina (corrupção policial mesmo), então estávamos atentos e preparados para uma abordagem. A abordagem aconteceu não no mesmo local, mas no começo do dia, próximo a Presidencia Roque Sáenz Peña mas desta vês não foi pela policia argentina e sim pelo Exercito Argentino que fazia um “check-point”, só que não houve qualquer abordagem no sentido de haver corrupção. Foram gentis e logo nos liberou para seguirmos viagem. Então, seguimos em uma das maiores retas que conheço até chegar a nosso destino em Joaquín V. González. Procuramos pelo hotel onde me hospedei em 2006 e lá passamos a noite.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600

29/04/2011 saímos bem cedo de Joaquín Víctor González- Salta, Argentina a San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile.

Sabíamos que seria demorado fazer duas aduanas para chegar a San Pedro de Atacama e por isto procuramos tomar nosso café o mais cedo possível e seguir nosso caminho. Além disto passaríamos por lugares que eu e Cezão queríamos mostras para Sérgio (Jaca), Graça e Camila. Como já disse, eu e Cezão já havíamos rodado por aquelas estradas cinco anos antes. Salta é uma belíssima cidade e a região de San Antonio de los Cobres é muito interessante.

Visitamos Salta e também fizemos questão de pararmos em Pastos Chicos onde dormimos em 2006 depois de uma épca busca por um dos skolados, o Antônio Tibúrcio Tiburcinho/Catatal. Em 2006 ele aprontou uma conosco colocando outros três viajantes em risco. Uma “sacanagem”, pois ele se desgarrou do grupo, mas isto é história da outra viagem. Paramos lá para contarmos a história para Jaca, Camila e Graça.

Neste trecho antes de chegar a San Pedro de Atacama. temos uma longa subida. É tão longa que a temperatura muda bruscamente. Aí vem a maldade.

Eu sabia que a temperatura ia cair muito, Cezão também sabia, mas o Jaca não sabia. Em 2006 passamos o maior perrengue nesse trecho, então nosso irmão também deveria passar, mas com segurança, é claro. Logo que passamos pelo controle aduaneiro argentino em Paso de Sico, não falamos pra ele que ia acontecer esta mudança brusca. Ele perguntou se era necessário luva pra frio e nós dissemos a ele que não. Bem, já podem imaginar o resultado, né? Jaca quase congelou neste trecho e nós dois (Cezão e eu) morrendo de rir.

Com essa alegria e um misto de bricadeira bem sucedida pra fazer o Jaca passar pelo que passamos, chegamos a San Pedro e lá é feito o controle aduaneiro. Pelo menos era assim à época. Fomos terminar todas as obrigações já no início da noite. O bom é que pousadas e hotéis não faltam por ali e assim logo arranjamos onde hospedar.

Ficamos mais três dia em San Pedro de Atacama onde fomos levar os três amigos para conhecerem o Vale da lua, o Geiser El Tatio e a Comuna de Machuca.

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01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700

Depois de passarmos alguns dias em San Pedro de Atacama seguimos com destino a Iquique.

Foi um trecho tranquilo, desenvolvemos bem e chegamos a Iquique no começo da tarde.

No caminho já chegando em Iquique, a Camila fez uma das fotos que mais gosto.

Assim que chegamos, paramos às margens do Oceano Pacífico para fazer fotos. Para meus amigos Sergio (Jaca) sua esposa Graça e Camila esposa do Cezar (o Cezão Zé Colmeia) acho que era a primeira vez deles no Oceano Pacífico.

Procuramos um hotel para passar a noite e seguirmos no dia seguinte, quando por coincidência encontramos no mesmo hotel o Sérgio Gaspar que também como eu estava indo para o Alaska e patrocinado pela mesma empresa de roupas de segunda pele a 100% Go Ahead.

O Gaspar estava aguardando outro motociclista, o Policarpo que vinha de Ushuaia e com quem seguiria junto até o Alaska.

Aproveitamos este dia para sairmos pela Orla e no dia seguinte fomos conhecer a Zona Franca de Iquique onde compramos algumas coisas para aumentar a bagagem. No dia seguinte já combinado com o pessoal do hotel, tomamos café bem cedo e seguimos viagem. O Gaspar continuou em Iquique por não estava se sentido bem e aguardava pelo Policarpo que estava demorando chegar e com um certo atraso para este encontro.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile750

De Iquique seguimos com destino ao Peru. Nossa expectativa era chegar a Puno, e desenvolvíamos bem nas estradas do Chile. Rodávamos numa velocidade de 160 a 180 km por hora quando de repente…

A polícia aparece no meio do Deserto. Velocidade aferida pelo radar foi de 183km/h. O policial austero como são os policiais Carabineros de Chile nos perguntou a razão de estamos muito acima da velocidade permitida, tentamos as nossas desculpas esfarrapadas e o que fez o policial? Nos orientou a não corremos mais em razão do perigo de acidentes e também nos orientou de que estávamos a uns 15 minutos da fronteira. “Prometem que vão obedecer o limite de velocidade?” perguntou o policial. Claro! respondemos nós em coro. Asi que, buen viaje y que lo disfrutes, disse o Carabineiro nos liberando para seguirmos viagem.

Quero aproveitar para elogiar os policiais chilenos pela sua seriedade e austeridade. Em momento algum foi descortês conosco.

Bem, saímos daquele momento muito agradecidos porque não fomos multados e muito menos achacado por aqueles policiais. Em não mais que 10 minutos chegamos a fronteita.

A saída do Chile foi super tranquila, mas a partir daí era a entrada no Peru.

A imigração e o controle aduaneiro peruano é muito burocrático. Demoramos um bom tempo na tramitação de entrada e mesmo com toda demora fomos muito mal atendidos e mal informados. Para rodar no Peru é necessário um seguro obrigatório chamado SOAT, mas aos agentes aduaneiros e de imigração não informam.

Após toda esta demora e burocracia, estávamos liberados e seguimos, mas pelos nossos cálculos teríamos que andar bem para chegarmos a Puno, contudo este trecho da estrada não rendeu muito por conta de condições climáticas inesperada. Pegamos uma tempestade de areia com ventos laterais muito fortes e a temperatura despencou. A claridade do dia sumiu durante uns bons 80 km. Assim resolvemos não arriscar e ficamos em Moquegua para no dia seguinte continuarmos para Puno.

Moquegua é uma cidade pequena no Deserto e ao Sul do Peru que em 2011 deveria ter não mais que 40 mil habitantes, mas o que me chamou a atenção naquela cidade foi o nível de escola. confira nas fotos:

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru550

Saímos bem cedo do hotel que ficamos em Moquegua para chegarmos também cedo em Puno, mas paramos no posto de gasolina para abastecer as motos e as esposas dos meus amigos estavam mal sem um café da manhã.

Então aproveitamos e fomos tomar café em um posto que não tinha café nem pão, nem nada neste sentido. Contudo foram extremamente solícitos e um dos funcionário saiu correndo para comprar pão, café, leite, biscoito… tudo para nos atender bem.

O percurso de Moquegua a Puno foi muito interessante. Teve de quase tudo. Obras na rodovia, pedágios, asfalto bom e asfalto ruim e para fechar o dia na estrada com chave de ouro, pegamos neve na cegada a PUNO.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300

Puno é uma cidade bastante suja. É onde fica o Lago Titicaca. um dos lagos de maior autitude, se não a maior. Está a quase 4.000 M.A.N.M e com área de 8372 km².

O lago Titicaca, situado na fronteira entre o Peru e a Bolívia, na Cordilheira dos Andes, é um dos maiores lagos da América do Sul, é o curso d’água navegável mais alto do mundo. Considerado o local de origem dos Incas. Ele abriga várias ruínas. Suas águas são calmas e límpidas. Nos arredores, está localizada a Reserva Nacional do Titicaca, que abriga uma rara fauna selvagem aquática, tendo, por exemplo, sapos gigantes. ―fonte: Google

Eu conheci o Lago Titicaca em 2006 e optei por não ir junto com meus amigos que ainda não conheciam.

Embora muito suja e com um cheiro muito ruim a cidade tem pelo menos um hotel muito bom o Echo-Inn onde nos hospedamos. Lá encontramos um casal que também ia para o Alaska, mas de carro em um Troller que por coincidência tinha na placa a mesma numeração da placa da minha moto. Ficamos em Puno por dois dias.

Saímos de Puno com destino a Cusco. Ainda não tínhamos feito o seguro obrigatório, pois não fomos orientados a fazê-lo e em 2006 quando rodamos no Peru, o seguro não existia, contudo, à véspera de nossa saída do hotel em Puno, o Leo e a Dany (viajantes de carro para o Alaska) nos informou da obrigatoriedade do seguro e que na saída de Puno sempre tinha uma blitz de policiais corrúptos.

Pois os encontramos. Os policiais primeiramente solicitaram a documentação e o seguro. Como não tínhamos, nos mostrou um pseudo código de transito que informava o valor da multa e o recolhimento do veículo. Com alguns instantes de conversa veio a real intenção. Queriam dinheiro. Arbitraram 300 dólares por motocicleta. Nos negamos a aceitar a proposta dele. Aí fica aquele jogo de empurra: apreende ou não e anda pra lá e anda pra cá, até que chegou a 100 dólares por moto o que também não aceitamos.

Foi aí que ofereci 100 reais pelas três motos e o policial não aceitou. Disse aceitaria 100 dólares pelas três. Falei para meus amigos saírem enquanto eu enrolava uma nota de 10 dólares. Enrolei bem como se fosse um cigarro entreguei para ele e me mandei. Quando eu estava saindo ele conseguiu ver que não era U$100. Resultado, tive que dar os 100 dólares para o policial.

Depois disso seguimos viagem e assim que chegamos a Juliaca procuramos uma seguradora e fizemos o seguro.

Continuamos nossa viagem e não fomos mais importunados por policiais. No começo da noite chegamos a Cusco. A entrada da cidade estava passando por reforma das rodovias. Eu já tinha rodado ali cinco anos antes e assim assumi a frente do grupo e seguimos para o hotel que ficamos hospedados em 2006.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400

Ficamos alguns dias em Cusco e marcamos para no dia 10 de maio para irmos todos a Machu Picchu. Cezão e eu já conhecíamos, mas como seguiríamos juntos pelo menos até o México, concordamos em irmos também a Machu Picchu juntos. Adquirimos um pacote saindo de Cusco no dia 09 de maio dormido esta noite em Águas Calientes e visitando Machu Picchu no dia 10 e retornando a Cusco após a visita ao santuário.

FOTOS DE SÉRGIO SILVA (JACA)

FOTOS DE CEZAR REZENDE (CEZÃO- ZÉ COLMEIA)

FOTOS DE JORGE GEOVANI (JAVA)

Uma triste notícia chegou para o Cezão. O pai dele havia falecido neste dia. Estávamos a mais de 5 mil km de distância e de motocicleta. não tinha como voltar. Mesmo assim, tentamos voo para o Brasil mas também não tinha para queles dias. Assim Cezão tentou conviver com a perda e seguimos para Mahu Picchu. Na volta a Cusco na noite já quase madrugada, Cezão resolveu que voltaria para o Brasil de moto na tentativa de chegar para a missa de sétimo dia.

A volta do Cezão não seria fácil. Rodar mais de 5 mil km em apenas 5 dias ainda ter que fazer a saída na fronteira peruana e percorrer o Norte o Centro Oeste e o Sudeste do Brasil para chegar realmente não seria fácil além de muito arriscado. Assim, o Jaca que iria me acompanhar até o México, abriu mão de sua viagem para acompanhar o Cezão e “controlar” sua velocidade e ansiedade. Desta forma, na manha do dia 11 de maio nos separamos. Cezão e Camila, Jaca e Graça partem de volta para o Brasil.

Eu passo mais um dia no hotel e no dia seguinte, 12 de maio parto para meu destino, o Alaska.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400

Até aqui tive a companhia de meus irmãos de grupo.

A partir de agora estarei só na estrada. Eu, Deus e minha motocicleta.

Assim, na manhã de 12 de maio de 2011 saí de cusco com destino a Lima. Um percurso de aproximadamente 1.200km. Um trecho novo ao qual eu não conhecia, mas, fazer 1.200 km pra mim era moleza. Esta foi a distância percorrida no primeiro dia entre o DF e Aparecida em São Paulo.

Que engano o meu. A estrada é muito, mas, muito sinuosa em uma altitude que variava de 3.600 metros do nível do mar a 4.700 metros do nível do mar. Além disto, vários trechos em obras e outros tantos ocorrera derrumbres (desmoronamentos). Outro agravante era o clima. muito frio e com risco de nevar. Não nevou, mas uma chuva diferente me acompanhava por horas. Na verdade era mais um spray que uma chuva mesmo. Um spray gelado. Desta forma, o máximo que consegui fazer neste dia foram 500 km em 14 horas pilotando para chegar a algum lugar. Entre 19 para 20 horas (7 pra 8 da noite) cheguei numa cidade chamada Puquio. Não perdi tempo. o primeiro “hotel” que encontrei fui logo me hospedando porque eu estava muito cansado.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500

Após uma noite de descanso eu já estava novinho em folha para continuar. O dia também amanheceu com outra cara. Dia claro, céu limpo e a estrada me esperando, e que estrada. Perigosa, mas muito bonita tirando alguns trechos desmoronados. Então mais alguns km subindo e “morro a baixo para Nasca.

AOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Apenas passamos por Nasca com parada muito breve para algumas fotos. Precisava ganhar tempo e parar em outros lugares e desta forma segui rumo a Lima, nosso objetivo para aquele dia. Mais um pouco de estrada descendo até alcançar novamente o Oceano pacífico e rodar pela estrada que segue o litoral peruano.

As horas voam e de repente já se aproxima o final do dia e nada de chegar a Lima. A estrada não é ruim mas de vez em quando nos me deparava com ventos fortes. Nada que me assustasse, mas forte para incomodar um pouco.

No começo da noite chego a Lima. Um transito caótico onde a buzina impera. Muitos guardas de transito que de nada adianta. Parece que a preferência é de quem tem a buzina mais forte. Cheguei a ficar parado com a moto ligada por mais de meia hora sem sair do lugar. Neste caos, preferir ir me dirigindo para a margem da rodovia, desligar a moto e esperar melhorar o transito.

Aproveitei para tomar uma “gasoza” em um bar ao lado de onde parei. Mais uma hora parado e o trânsito da sinais de melhora. Enquanto isso, eu aproveito para me informar sobre pousadas ou hotéis baratos por ali com as pessoas que trabalhavam próximo ao local onde parei para esperar que o congestionamento diminuisse. Orientado por estas pessoas, segui até uma pousada algumas ruas a diante e me hospedei lá. Guardei a moto, tomei um belo banho e saí para conhecer um pouco a região.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700

No dia seguinte o amanheceu encoberto e com chuvas esparsas. Mesmo assim saí para conhecer a cidade que é maravilhosa embora tenha um trânsito muito doido onde o que manda é a buzina. O tempo ruim não atrapalho as atividades aquáticas que acontecia na praia em Miraflores. A praia não é lá estas coisas quando comparamos com as praias brasileiras. Também não estava quente durante os dois dias que passei em Lima. A cultura na cidade é muito forte e na saída durante a noite encontrei um dos grupos folclóricos fazendo um ensaio em umas das praças da cidade próximo de onde me hospedei.

Observe pela vestimentas dos grupo que estava frio em Lima durante o período que passei por lá.

No terceiro dia após minha chegada em Lima, acordei por volta das 08 horas da manhã, tomei um bom café da manhã, preparei a moto e saí rumo a Chimbote.

Pelo GPS vi que iria margeando o Oceano Pacífico, mas não tinha noção de como seria a viagem, contudo, decidi curtir o que viesse pela frente, principalmente por conta dos dias anteriores que não foram fáceis desde que saí de Cusco.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400

O percurso de Lima a Chimbote foi bastante tranquilo, tirando as paradas promovidas pela polícia que foram bastante e logo de início na saída de Lima os policiais pareciam querer tirar “plata” deste viajante.

Eles inventavam coisas pelo lado deles e eu inventava outra. Depois de alguns minutos de conversa pra lá e pra cá, convidei os policiais a irem até ao Corpo de Adidos militares comigo, na embaixada do Brasil. Disse que estava ali a convite para decidir se iria servir em Lima ou não e que eu iria até a fronteira e em seguida voltaria. Após eu dizer isto, me perguntaram se eu era militar, o que confirmei e me identifiquei. A partir daí a conversa mudou e eles começaram a dizer que somos irmãos, que eu deveria ter me identificado como militar logo, bla bla bla, bla, bla bla… bem, devolveram meu documento e segui meu caminho, mas esta foi só a primeira parada. Após esta, fui parado outras vezes, mas sempre para saber se eu estava bem se encontrei algum problema com outros policiais etc. Mantive minha versão e continuei sem problemas.

Cheguei a Chimbote no meio da tarde e não me sentia muito bem. Estava com uma leve indisposição intestinal. Certamente por causa das extravagâncias alimentares em Lima. Procurei logo uma pousada para me hospedar e resolver logo o que me incomodava naquele momento, o piriri.

Em Chimbote fica a Siderúrgica Nacional Peruana comprada pela empresa brasileira Gerdal. A empresa també é proprietária da Aço Minha que fica na cidade de Ouro Branco e desta forma, fiquei na cidade para quem sabe encontrar alguns mineiro de Sabará ou Ouro Branco, ambas cidades de Minas Gerais onde nasceu o grupo motociclístico do qual sou membro e fundador.

No dia seguinte me sentia mais ou menos em comparação a como cheguei. O “pirirí” continuava. Então fiquei mais um dia na pousada, mas procurei um supermercado e comprei uns três litro de água de coco e também a botica (farmácia) para comprar um caulin+pectina.

Resolveu!

Na manhã seguinte já estava melhor. Tomei o café da manhã, preparei a moto e segui para Piura.

A estrada de Chimbote até Piura é muito boa. Em alguns lugares vai margeando o Oceanos Pacífico e em outros pontos parece que estamos em um Deserto. Só asfalto e areia e ventos fortes.

Até chegar ao objetivo do dia, passo por outras cidades e aproveito para abastecer a moto em cada uma delas, mesmo que a quantidade de combustível seja pequena ou que tenha muito combustível no tanque. O problema é não saber exatamente onde tem e onde não tem combustível, daí a decisão em manter o tanque da moto sempre cheio.

A qualidade da gasolina é excelente e rende muito. Isto além de ter as opções por octanagens diferentes. Nesta tocada passo por Trujillo, Chiclayio e por fim objetivo do dia Piúra.

Optei sempre em não ficar muito próximo da fronteira quando possível por questões de segurança e neste dia isto foi possível. Assim no final da tarde cheguei a Piura. Logo na chegada procurei abastecer a moto e segundo informações do frentista do posto que fui abastecer e pedir informações não é muito tranquila. Também disse ser bem violento todo o percurso até a primeira cidade no Equador.

Bom, a esta altura eu já estava acostumado a ouvir esses comentários na estrada. Desde que sai de Cusco e comecei a rodar sozinho, foram muitas horas de extrema solidão. Não há do que reclamar quanto a condição da estrada, pois, é de muito boa qualidade, mas, sem nada para distrair, como disse, nem a Policía incomodava mais e assim, era sempre a mesma cena, a mesma coisa, o mesmo visual. Praticamente ninguém na estrada nem indo nem vindo. Pensei muito sobre tantas coisas naquela solidão e vez ou outra me vinha uma vontade de desistir, afinal, eu estava só a uma semana, no meio do nada onde só via areia, areia, areia e de vez em quando o Oceano e outra vez mais areia e ou outra o Oceano sempre com praias desertas e de baixíssima qualidade para dar uma parada e curtir o mar. Nessas hora eu colocava o som do GPS bem alto e cantava junto para passar mais rápido o tempo.

O objetivo era apenas dormir e sair o mais cedo possível para entrar no Equador. Não sabia como seria os tramites aduaneiros de saída do Peru e nem o de entrada no Equador. A saída do Peru poderia ser burocrática pois na entrada foi muito burocrático e eu não queria perde tempo com as “picuinhas de agentes aduaneiros.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600

Acabei por não sai muito cedo de Piura tendo como parâmetro o tanto que a viagem rendera nos dias anteriores. Então defino Tumbes como ponto de chegada para esse dia onde também chego cedo. Se imaginasse que seria tão rápido de Piura até aqui, teria vindo ontem mesmo. De imediato encontrei mais um admirador da Triumph, desta vêz é o sr Manoel, Distribuidor Coca-Cola em Tumbes.

Seguindo orientação de algumas pessoas com quem conversei pelo caminho resolvi por medida de segurança passar a fronteira pela manhã e não no meio da tarde como aconteceria se eu continuasse. Uma boa pedida, assim, me alojei logo e no hotel ás margens da rodovia. Outra quebra de protocolo.

Ocupei o quarto, desfiz parte da bagagem, dei dar uma lavada rápida na moto e uma pré-revisão e lubrificação, en seguida tomei um banho frio por conta do calorão qu fazia e fui para o bar do hotel tomar umas. Estava eu tomando minha cervejinha para relaxar depois quando chegam mais dois BRASILEIROS em suas motos (BMW) pensando em fazer o mesmo.  São eles: Mário Canelas e Robério Baccin de São Borja-RS.

Conversamos bastante enquanto tomávamos nossas cervejas e tocamos informações, mas assim como eu, eles também não tinham a menor ideia de como seria a saída do Peru e entrada no Equador.

Enquanto conversavamos com e tomavamos cerveja eu procurava por mais informações. Ainda no hotel enviei mais um e-mail a dois oficiais do Exercito Equatoriano que conheci em Brasília. aguardei resposta que não veio, quer dizer, sigo a viagem, pois, por serem Militares Federais, pode estar em qualquer lugar do mundo a servir seu país.

Nossos destinos eram diferentes. Eu ia para Loja e depois Cuenca enquanto os Mario e Robério iriam para Guaiaquil, mas decidimos rodar juntos por uns 300 km.

Então, no dia seguinte, ao amanhecer levantamos bem cedo e nem tomamos café da manhã, optamos por tomar café na fronteira, pois poderia ser enrolado os trâmites.

Rodamos os 300 km juntos, fizemos a saída do Peru sem qualquer burocracia e seguimos para o Equador. Da aduana peruana até chegarmos a aduana do Equador foram mais uns 50 km. Mas a entrada no Equador tem uma tramitação diferente. Primeiro passamos pela Aduana fazemos as vistorias para depois rodar mais uns bons km para fazer a imigração, seguro, etc mas, não tem burocracia. Continuamos juntos por mais uns 100 km e daí para frente, cada um para seu lado.

Peguei a estrada que a partir de Puerto Inca, uma beleza de estrada, toda em concreto. Mais ou menos duas horas eu sai dos 20, 30 metros de altitude para 4.000 metros e em seguida para 2.600 metros onde está a cidade de Cuenca. Acabei não passando por Loja. Fui do mormaço de uns 30ºC para o frio de 4ºC e cheguei a Cuenca por volta das 16 horas, hora local. A estrada é maravilhosa e no caminho passo por um Parque nacional também maravilhoso (Parque Nacional Las Cajas) com curvas de tirar fôlego.

O dia passou e eu nem percebi. Em Cuenca não procurei muito por hotel ou pousada. O primeiro que tinha um preço razoável eu “brucutu” pra dentro. O problema é que não tinha garagem e eu teria que deixar a moto na rua. Então negociei até deixar a moto no saguão do hotel.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650

Cuenca é a terceira maior cidade do Equador, capital da província de Azuay. É situada na serra, os “highlands” do Equador, 2550 m. acima do nível do mar. O seu nome completo é Santa Ana de los Cuatro Ríos de Cuenca.

A sua fundação é datada de 1557, pelo historiador espanhol Diego Hurtado de Mendoza, e a sua independência foi declarada em 1820. Entretanto, a história do local remonta à vila nativa de Cañari de Guapondeleg (“terra tão grande quanto o céu”, 500 d.C.), conquistada mais tarde pelo inca Tomebamba.

O seu centro histórico foi declarado recentemente Património da Humanidade pelaUNESCO. Está na rota da estrada Bandeja-Americana.

A cidade de Cuenca, assim como Montecristi, também no Equador, é um renomado centro de produção dos Chapéus-Panamá(fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre)

Em Cuenca fiquei três dias, pois a cidade é muito agradável e além disto eu precisava descansar e como na frente da pousada havia uma universidade, fui visitar.

Vale a pena conhecer.

A cidade tem muitos lugares para se hospedar, mas, eu indico: CALLE ANGOSTA HOSTAL, Calle Tarqui 12-38 entre las calles Gaspar Sangurima y Vega Muñoz, Cuenca, Azuay, Descrição: Telephone:  2822489 / 2829761, Descrição: Mobile Phone Number:  087550775 / 080944388 http://www.hostalcalleangosta.com

No quarto dia após um belo café da manha, descansado e sem pressa saio para Quito.

A Estrada continua tirando o fôlego de tão bela e de curvas maravilhosas ( fico só imaginando quando este povo que gosta da Serra do Rio do Rastro conhecer outras estradas como esta e outras pelas quais já passei). Nada contra admirar a Serra do Rio do Rastro, Corvo Branco etc. mas, sinceramente, não dá para comparar.

No caminho para Quito passo por uma falha geológica. Pelo menos é o que está escrito na placa. Como tenho um filho Geógrafo, não poderia deixar de fotografar. Passei por outra desta no Peru e não consegui fotografar.

Um pouco mais a frente, as placas indicando a rota de fuga em caso de erupção de vulcão local.

Continuando meu caminho, paso por Ambato sem jamais imaginaria que em menos de um mês depois conheceria e faria uma grande amizade com um grande motociclista nascido nesta cidade (mas isto comentarei mais pra frente).

‘E sobe e desce e sobe e desce’!  Entre Cuenca e Quito há alguns Vulcões ativo (Chimborazo, El Altar, Carihuairazo e Ilaó), recentemente um desses deu um susto no pessoal cuspindo fumaça. A região toda está sinalizada com placas indicando a rota de fuga.  Continuo e chego muito bem em Quito capital do Equador no início da noite, as 18 e pouco. No começo achei a entrada parecida com a entrada de BH para quem vai de Brasília.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500

A ideia inicial era apenas passar uns dois dias em Quito, visitar o marco de Latitude 0º e seguir, mas, coisas acontecem…

Após me hospedar, fui acessar meu e-mail, saber mais sobre a cidade, etc. Foi nesta hora que ví uma mensagem do meu colega de trabalho, Professor Alvaro, informando que meu pagamento estava bloqueado por eu não ter feito o recadastramento exigido pela SEEDF/GDF.

Imagina você num final de tarde de uma sexta-feira, literalmente no meio do mundo, viajando em gozo de Licença Prêmio recebendo uma mensagem desta!

Pois é, foi o que me aconteceu. Eu já havia recebido mensagens em dias anteriores do mesmo colega informando desta possibilidade, mas eu estava rodando por lugares ermos e sem muitos recursos. Cheguei a informá-lo da minha condição de estar em gozo de “LESP” mas certamente o setor responsável não deu a menor importância para esta condição e acabou suspendendo meu pagamento.

Agora eu estava lascado! Sem dinheiro (apenas com os cartões de crédito e alguns dólares) e a milhares de quilômetros de distancia de onde moro.

Quais eram minha opções? Procurar a embaixada/ Consulado do Brasil em Quito para resolver esta pendenga no próximo dia útil. E foi o que fiz.

Assim que cheguei fui recebido pela Vice-cônsul brasileira Senhora Maria Ines. Contei minha história e por um lance do destino ela me disse “Sou professora aposentada da SEEDF. Passei pelo mesmo problema. Sei exatamente o que fazer para lhe ajudar.”

De posse do documento, encaminhei para minha esposa e também para meu amigo Alvaro.

Na mesma semana já estava tudo legalizado e meu pagamento liberado. Contudo, enquanto o pagamento não era liberado, permaneci em Quito, pois o próximo trecho também seria difícil.

Passeando pela cidade mudei meu olhar. De início, pude perceber a organização urbana. Percebi também que a trabalho policial aqui é muito bem feito, pois, vi pessoas na rua trocando dinheiro, caixas eletrônicos expostos por todos os lugares e sem portas, as pessoas caminhando nas largas calçadas, os ciclistas obedecendo as ciclovias e os carros sem ficar no zig-zag. Quase tudo em perfeita harmonia.

Meu destino seguinte seria a Colômbia, as informações eram poucas e não eram boas. Ouvi falar em alagamentos pelo caminho que teria que passar. Trocando em miúdos, não tinha a menor noção do que eu encontraria pela frente. Só não deixaria de ir por estas condições.

Por prudência, esperei iniciar a semana para partir rumo a Colômbia. Com a experiência já adquirida, achei melhor não passar pela fronteira dos dois países no final de semana além de enfrentar alguns trechos que eu já tinha informações que seriam complicadíssimos.

Passado o sufoco de ter que ficar sem meu salário, estando tudo resolvido, então vamos que vamos. Agora é levantar cedo, tomar café arrumar a moto e acelerar porque o desconhecido me aguarda.

Nesta hora muitas coisa vêm a cabeça. Como será a Colômbia? Em que condições sociais e políticas vou encontrar o país? Será que a FARC opera neste trecho que passarei? Se operar, corro risco de sequastro pela FARC por conta do Exercito Brasileiro trabalhar em conjunto com o Ejercito Colombiano? Muitas outras dúvidas surgem, mas decido continuar, seja como for. Como dizia meu colega Capitão Cândido, “se tem medo de cagar, então não come” ou “o que é um peido pra quem já está gagado?”. Ou seja, se cheguei até aqui então vamos pra dentro.

Com este espírito desbravador, levanto cedo, tomo meu café, preparo a moto, dou partida e vou rumo a fronteira Equador/Colômbia.

Mesmo saindo cedo, a saída de Quito foi um pouco tumultuada, mas, nada que pudesse comparar com o transito em muitas cidades peruanas.

A estrada continua com curvas maravilhosas e assim sigo meu caminho sozinho. A cabeça não para de pensar nas possibilidades, mas a mão direita continua a acelerar.

Nesta hora um ou dois parceiros na viajem é muito importante, mas, sem tê-los, fazer o que, né? Umas 3 horas e meia depois de sair de Quito chego na aduana do Equador para fazer os trâmites de saída. Foi muito tranquilo a saída e a aduana equatoriana está a alguns metros da Aduana colombiana, Assim, logo estava eu fazendo a entrada na Colômbia. O tratamento extremamente cordial dos Policiais Federais da Colômbia, mas demorou um pouco para conseguir ser liberar a entrada da moto porque no documento do veículo nosso (CRLV) não consta o número do motor do veículo. Quase uma hora para resolver isto e também para conseguirem fazer o “decalque” do chassis da moto. Por fim fizeram a documentação e me liberaram.

A partir de agora estou na Colômbia.

O receio ainda permanece por não saber muito além do que ouvimos e vemos nas reportagens de jornais e TV, mas vão se desfazendo aos poucos. Mesmo com os riscos de alagamentos, desvios, derrumbres(desmoronamentos) vou pilotando minha moto para ver até onde consigo chegar e a primeira cidade é Ipiales.

Ipiales tem uma belíssima Catedral. Santuário de Las Cajas que vale apena conhecer, mas eu não sabia disto e como eu não ficava muito tempo nas fronteiras, segui rumo a cidade de Pasto, aproximadamente 100 km da fronteira.

Assim que cheguei a Pasto, parei na praça onde fica a Catedral de Pasto. Lá havia várias barracas com venda de roupas, bugigangas, bebidas, etc. aproveitei para comprar uma camiseta do Once Caldas para presentear um amigo Cruzeirense e irmão de grupo motociclístico, o Vilela. Alguns meses antes o Cruzeiro perdera na Libertadores da América para o Once Calda. Voltei para a moto e comecei a rodar. de repente, um outro motociclista em uma scooter vinha logo atrás buzinando e falando, buzinando e falando, até que chegou do meu lado. Dizia ele sem parar ” Ustedes es de Brasília, Ustedes es de Brasília… Conece Taguatinga?” Sim, disse eu. “Mi madre vive en Taguatinga em Brasília, la capital de Brasil”.

Com uma coincidência desta conversamos um pouco ele me disse se chamar Rodrigez, ai eu disse que eu estava procurando um hotel que não fosse caro mas que fosse seguro. Então Rodriguez me levou até um hotel algumas ruas ali perto (Hotel Cuellars).

Após acertar com o hotel, fui tomar um banho e descansar. Mais a noite sai para tomar uma cerveja em um barzinho que tocava músicas regionais (era um lugar meio esquisito, fedendo cigarro ou charuto). Uns caras meio mau encarados ficavam me olhando, mas ninguém disse nada. Pedi uma cerveja e depois mais outras, depois da segunda cerveja achei melhor não forçar a amizade e voltei para o hotel. Ao chegar, o rapaz da recepção disse que eu não deveria ter saído, que os bares por ali e la calle (rua) à noite são muito perigosas. Bem, pedi mais outra cerveja e subi para o quarto. Na TV estava passando Botafogo X Santo. Assisti o jogo narrado em espanhol. É um barato não ouvi a voz do Galvão Bueno ou do Luciano do Vale e sim outro narrador em espanhol. Muito estranho! Bem, com o cansaço acabei dormindo.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350

No dia seguinte me levanto sem muita pressa, tomo meu café preparo a moto e saio rumo a Cali.

Naqueles dias vinha conversando com um outro motociclista que só conhecia de nome, mas que também estava indo para o Alaska com a esposa na garupa. Já tinhamos conversado bastante durante o planejamento, mas não tivemos oportunidade de nos encontra até então. Como estavamos conversando via Facebook e e-mail poderiamos nos encontrar a qualquer momento pois ele estava próximo. Seu nome é Sinomar Tavares. Motociclista de Morrinhos-GO que saíra dias depois da minha saída.

Bem, preparei tudo e saí rumo a Calli. A estrada variava entre razoável e ruim. Vez ou outra encontrava alguns trechos que tinha sofrido com desmoronamentos (derrumbres). Para ajudar, hora tinha chuva, hora não, as vezes chuva forte outras horas a velha e conhecida garoa. Assim segui até chegar a Cali sem encontrar Sinomar pela estrada.

Quando cheguei a Cali já era início de noite e ao parar para pedir informações, logo a pessoa me disse para ter muito cuidado com ladrões que havia muitos por ali a partir daquela hora. Assim, fui logo para um hotelzinho com internet tentar contato, mas sem sucesso.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400

Na nanhã seguinte, me levanto tomo o meu café preparo a moto e nada de sinal do Sinomar. Saio, dou uma volta na cidade, e nada.

Sigo com destino a Bogotá. Desde o planejamento eu vinha conversando com a empresa Air Cargo de Bogotá para fazer o transporte da minha moto para a Cidade do Panamá. Minha intenção era chegar e embarcar o mais rápido para ganhar tempo. Mal sabia eu que a estrada de Cali para Bogotá que as vezes linda de crurva inquietantes que quase dava para ver a placa da moto, tinha trechos que não existia mais. O desmoronamento havia levado. Isto somado a bastante chuva e uma diferença de altitude que ia de 200 manm a 3.700 manm em questão de minutos. Nesta tocada vou indo, subindo e descendo a Cordilheira dos Andes.

Iniciando a tarde paro para almoçar, pois tinha que repor as energias. A estrada estava muito cansativa em razão das enormes diferenças de altitudes, as pécimas condições de conservação em algum trecho, os riscos de desmoronamentos em muitos lugares e até mesmo a falta da estrada em alguns outros trechos.

Lembra dos meus receios quando estava para chegar a fronteira da Colômbia? Pois é, já não existia mais. Durante todo o percurso que fiz encontrei muitos, muitos militares do Exército Colombiano. Extremamente gentis! Sempre acenavam e com um sorriso no rosto. Me senti totalmente seguro por toda a estrada. Não os fotografei por questões obvias de segurança para eles.

Depois de almoçar, fazer foto com algumas pessoas e conversar com outras tantas, sigo meu caminho rumo a Bogotá, mas também passo por lugares muito arrumado e estradas de excelente qualidade.

No início da noite chego a Bogotá.

A entrada da cidade não é muito agradável, nos lembra a chegada a Belo Horizonte, mas com uma diferença, um trânsito sem ordem. Totalmente bagunçado onde vans param no meio da rodovia para embarcar pessoas e cargas e as vezes as duas juntas. Muita sujeira e pessoas apressadas. Contudo, adentrando mais para o centro da cidade o visual muda completamente. Passo a ver uma cidade muito organizada, e muito bonita de se ver. Assim procuro uma posada com internet e vamos fazer contato com os amigos e familiares, também saber do Sinomar.

Consigo fazer contato com ele, mas estava uns dois dias pra trás. Com muita chuva e as condições da estrada que já mencionei ele acabou se atrasando muito.

Como ele havia me pedido para dar andamento no embarque da moto dele, fiz toda a documentação necessária usando cópias que ele me enviara, e ficamos aguardando os originais para questões aduaneiras.

Veja abaixo as postagens feitas pelo Sinomar na época da viagem:

http://sinomarg.blogspot.com/2011/05/29052011-sexta-feira-35o-dia.

htmlmarg.blogspot.com/2011/05/28052011-sabado-36o-dia.

htmlhttp://sinomarg.blogspot.com/2011/05/30052011-segunda-feira-38o-dia.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500

Bem, como passei a ajudar Sinomar com os trâmites de embarque da motocicleta dele, acabei por esperá-lo e assim fiquei em Bogotá mais dias.

Aproveitei então para dar umas voltas e conhecer um pouco a cidade. Havia uma preocupação inicial quanto as regras para pilotar moto na cidade de Bogotá. Ná época, as motos usavam placa na dianteira, os motociclistas precisavam usar um colete com identificação e também usavam o número da placa no capacete. Porém, nada disto foi exigido para que eu rodasse pela cidade durante o dia. Acabei ficando dois dias aguardando o Sinomar.

Por fim eles chegaram. Conversamos e acertamos que no dia seguinte, logo cedo levariamos a moto até o aeroporto.

Veja a seguir o texto feito por Sinomar tratando do assunto:

Logo cedo partimos rumo ao setor de carga do aeroporto de Bogotá, para embarcarmos as motos, contando com a possibilidade do voo extra que a gerente da loja havia aventado. Ao chegar fomos informados que haveria o voo extra e poderíamos embarcar as duas motos juntas.


Porém, depois das motos embarcadas, informaram que o voo extra seria no dia seguinte. Ficamos chateados, mas como a gerente não tinha dado certeza, resignamos e voltamos para o hotel. Negociamos uma redução no preço da diária e ficamos.
Para melhor entendimento do leitor é preciso explicar que o avião de carga só transporta dois passageiros e, como éramos três (Jorge, Edivânia e Eu) ficou acertado que nós dois ficaríamos para o dia seguinte e o Jorge iria no primeiro voo. O voo dele estava marcado para as 21 horas.
O Jorge saiu do hotel por volta das 16 h rumo ao aeroporto já que sua diária do hotel expirou as 15:00 horas. Por volta das 18:30 o telefone do apartamento toca e era o Jorge dizendo: “corre e venha para o aeroporto agora! consegui autorização para irmos os três no mesmo avião!”. Peguei um taxi e enfrentamos um trânsito de final de dia e conseguimos chegar a tempo.

A autorização teve que ser obtida porque um de nós teríamos que viajar na cabine da tripulação.

Considerando que a Edivânia nunca tinha andado de avião, deixamos para ela o privilégio de ir junto com os pilotos. Que sorte, hem! A primeira vez que viaja, já obtém um privilégio desse.
O Jorge e eu ficamos numa cadeirinha olhando para uma parede sem nada, num corredor que mal cabia nossas pernas, como aqueles castigos que nossos pais e professores nos submetiam. A sorte que a viagem durou apenas uma hora.
Chegamos no Panamá por volta das 23 horas, muito cansados, principalmente para mim que fiquei o dia todo sem comer.
Ontem saímos para almoçar com o Jorge e comi um Peixe frito. Resultado: Até duas horas da manhã o peixe estava no meu estômago. O pior, foi que não trouxe Sonrisal. Na parte da manhã, enquanto arrumávamos a documentação para exportação das motos, a vontade vomitar era enorme. O problema estomacal ocorreu na terça-feira e somente na quinta, na hora do almoço, foi que voltei a comer. Portanto fiquei muito debilitado, principalmente porque, tivemos que andar muito.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000

Na manhã seginte após tomarmos o café da manhã, saímos do hotel as 7 horas para buscar as motos no terminal de carga. O processo foi muito lento e saímos de lá mais de 11 horas e em seguida fomos abastecer as motos, já que tivemos que tirar quase toda a gasolina para embarca-las em Bogotá- Colômbia. Na sequência, fomos almoçar.
Resolvemos dar uma volta pela cidade, onde há bonitos e enormes prédios. Depois fomos visitar o centro, onde está o lado pobre. Infelizmente, quando estávamos no centro a moto do Jorge deu um problema: queimou um fusível e tivemos que arrumar um hotel e aguardarmos para amanhã para consertá-la.
Devido ao defeito na moto dele, deixamos para conhecer o ¨Estreito do Panamá”, manhã de manhã.

Depois de três dias de hotel, hoje foi dia de retornar a rotina de pobre. Foi um dia meio triste porque tivemos de nos separar do meu novo amigo Jorge.

Foram 4 dias de uma convivência muito proveitosa. O homem é muito alto astral. Durante todo tempo que ficamos juntos e apesar de todos problemas com relação ao embarque das motos ele sempre estava com um sorriso no rosto.
Outro aprendizado, porém difícil para eu colocar em prática, foi com relação à comunicação do cara. Ele sai puxando conversa com todo mundo; para todos pergunta o nome e leva a mão para cumprimentar dizendo o seu acompanhado de uma expressão :”mucho gusto”. Nesse ponto até achei bom separar, porque agora sou obrigado a conversar; antes eu me acomodava e empurrava tudo para ele.
Mas infelizmente, ele não está estruturado para acampar e nem precisa e eu não estou estruturado financeiramente para dormir todo dia em hotel. Mas com certeza ele é um cara que ficou no meu coração.
Depois de nos despedirmos, a Edivânia e eu fomos visitar o Canal. a despedida foi na entrada do ponto de visita. Ele não pode subir porque sua moto não podia apagar: estava sem bateria. Aliás foi a desculpa dele ter que deixar sua bateria carregando 12 horas consecutivas que serviu de desculpa e amenizou a despedida.


O Canal do Panamá é uma obra monumental que, sozinho deve manter a economia do Panamá. Tudo gera em torno do Canal, inclusive um turismo muito forte que recebe gente do mundo todo. Além das taxas cobradas para passar cada navio o país utiliza o transporte de trem e caminhão para levar produtos entre um oceano e outro. No restante do país não notei nada que gere divisa para o país. Nem agricultura é bem explorada.
As fotos doravante não vão ficar muito boas porque minha máquina começou a dar uns problemas. Foi difícil encontrar fotos boas para este post.

Retomo meu texto:

Após despedi do Sinomar e Edvânia retornei ao hotel na parte velha da Cidade do Panamá (Panamá Viejo) e procurei saber o que acontecia com a minha motocicleta. Qual a razão de não dar partida de vez em quando. Acabei chegando a bateria que estava totalmente seca. Fui até uma casa de baterias, completei o fluido e recarreguei a bateria e carga lenta.

No dia seguinte, retornei a tal casa de baterias e acondicionei a bateria já totalmente recarregada na moto para seguir viagem.

O dia estava quente, muito quente e nublado com probabilidade de chuvas. Comecei a rodar sem chuva, mas depois dos 100 km rodados começou uma leve garoa que parava e voltava. No caminho, encontrei um tallher (oficina) de moto e aproveitei para fazer a troca de óleo e filtro de óleo do motor.

Com óleo novo, segui com destino a cidade de David quande fronteira com a Costa Rica. Uma tocada de aproximadamente 500 km. Continuei a viajem e a garoa ficou um pouco mais forte, mas como estava muito quente, a agua que caía ajudava a refrescar e assim continuei sem colocar a roupa para chuva. La pelos 300 km rodados, eu ja estava totalmente encharcado e a chuva continuava. Assim quando cheguei a David, totalmente molhado, procurei um hotel, mas não pude entrar de imediato tendo em vista que eu estava muito molhado. Sobre uma das malas laterais, eu carregava a roupa de dois ou três dias, assim, não era necessario tirar nada da bagagem, apenas a bolsa que ficava sobre a rede elástica. Molhou tudo (roupas, adesivos, dinheiro…). Depois de escorrer um pouco da molhadeira, entrei para o hotel e o pessoal do hotel me cedeu um espaço onde secavam roupas para eu colocar as minhas roupas para secar.

No dia seguinte, fui conhecer a cidade e em um “shopping” ali perto encontrei uns sacos estanques amarelos. Comprei dois para colocara as roupas.

De volta ao hotel, uma das mulheres que trabalhava no hotel puxou conversa e de cara me pergunta se eu ja passei por boquete. Eu estatalei os olhos pensei um puco e disse que sim. Então esta moça me pergunta: “te gutas de boquete?” (você gosta de boquete), respondo eu meioassim… Claro! Então ela continua “tambien tengo mucho gusto” (também gosto muito), “soy de boquete.” Nesta hora comecei a pensar, tem alguma coisa errada neste meu entendimento e, ela continua “toda mi familia vive en boquete.” Nesta hora entendi que Boquete é o nome de uma cidade proxima a David. Pensa numa situação que tinha tudo para dar errado. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O papo continuou, aproveitei para tomar outras cervejas e no fim do dia fui dormir por a manhã seguinte tinha mais estrada para seguir e uma fronteira que eu não tinha a menor ideia de como seria..

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04 Foz do Iguaçu – PR Resistência- Chaco -Argentina700
05 Resistência- Chaco -Argentina Joaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06 Joaquín Víctor González- Salta, Argentina San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07 San Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile Iquique, Tarapacá, Chile500
08 quique, Tarapacá, Chile Moquegua, Peru500
09 Moquegua, Peru Puno, Peru300
10 Puno, Peru Cusco, Peru400
11 Cusco, Peru Puquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500

Na manhã seguinte após o desaiuno saio com destino a Costa Rica, mas sem local definido. Irei até achar algum lugar que goste.

Chego a aduana Panamá/ Costa Rica e a saída é bem tranquila embora cheio de cambistas querendo trocar dinheiro. Para entrar na Costa Rica tambem não é muito complicado, mas temos que passar com a moto por uma DDtização de 5 dólares que ninguém faz nada, mas os 5 dólares tem que ser pagos. Sigo então para a imigração que é bem mais ou menos. Boa vontade é zero, mas, não me causou nenhum transtorno. Quando o agente disse que ia demorar eu respondi que tava tudo bem, que eu tinha a semana toda para curtir por ali, queu estava sem pressa.

Com isto acho que ele que ficou incomodado e logo resolveu fazer a minha entrada no país.

Assim, logo estou ápto a entrar na costarica e fico encantado com o caminho que faço. No começo me lembra a estrada do Horto entre BH e minha cidade de Sabará em Minas Gerais. Era um trecho muito pequeno, mas a estrada era tomada por arvores que cobriam toda a estrada e isto eu vi logo no começo na Costa Rica.

Desta forma fui segundo e namorando a estrada até que cheguei a um restaurante que parei para tomar um refrigerante e descansar um pouco e resolvo ficar por ali no micro hotel ao lado do restaurante.

Sempre fazia assim. Ia rodando até achar um lugar que me agradasse e quando acontecia, parava por ali e ficava.

Depois de instalado, saio para explorar o lugar, conversar com pessoas, tomar umas cervejas e descansar daquele dia.

O litoral da Costa rica é muito bonito com praias maravilhosas, não fosse a areia que é muito escura, mas é lindo assim mesmo.

Depois de andar pela região, tomar aquelas cervejas para relaxar e fazer uma bela amizade com Elvin Geovany Guevara Aquino que preparou um dos pratos típicos para eu degustar naquela noite e também o Vladimir Haddad Hakim que também trabalha no mesmo restaurante.

Tanto Elvin quanto Vladimir são meio nômades, vivem viajando e trabalhando por onde vão.

Depois de muita conversa e muitas cervejas, vou dormir porque no dia seguinte tenho mais fronteira e aduana pela frente e desta vez é a Nicarágua.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400

Amanhece o dia e sem muita pressa tomo meu desayuno. Sei que tenho mais uma fronteira pela frente se sem ter a menor ideia do que encontrar, tirando o fato de que todas as pessoas com quem conversei informava que é uma fronterira muito, mas muito burocrática.

Nesta hora o melho a se fazer é relaxar e não entrar na pilha dos outros. Com este pensamento, após arrumar minhas tralhas na moto despeço dos amigos e sigo meu caminho. Pelos cálculos a fronteira (Peñas Blancas, Guanacaste, Costa Rica) estava a uns 250 km. A estrada continuava muito boa e no caminho passo por um lugar que me chamou a atenção “Africa Mia” Nada mais nada meno que um micro safare africano com zebras, girafas, avestruzes, dromedários, watusi e gemsbok. Parei na placa, fiz foto e segui para a fronteira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Mais ou menos as 10h 30 eu já estava fazendo a saída da Costa Rica. Aproveitei para trocar o pouco dedinheiro que tinha no bolso.

Levei uns 40 minutos para fazer minha saída e segui para o lado Nigaraguense já com a ideia de que ia demorar. Ou seja, 11h e pouco fui encaminhado para o agente da aduana. Ao mesmo tempo, um monte de adolescentes querendo ajudar para adiantar o processo que segundo eles era por quanto eu quisesse dar a eles. Ignorei e segui os tramites. O agente percebeu que eu não tinha ninguém para ajudar e sujeriu que pedisse ajuda. Eu disse que não precisava. Estava com todos os documento e quantas cópias fossem necessarias de cada um dos documentos e todas as cópias tinha autenticação do Brasíl de da embaixada da Nicarágua no Brasil (um blefe meu). Bem, o agente enrolou, enrolou, enrolou, mas por volta das 16h eu ja estava rodando na Nicarágua.

A partir da fronteira meu destino era Granada.

Passei pouco mais de uma hora na Aduana e imigração da Nicarágua. Lá tudo é pago. U$ 12 de Seguro ( o mais caro até aqui), U$ 12 de imigração, U$ 5 para o turista rodar no país, U$ 1 para Alcadia (Prefeitura).

A estrada não é ruim, e no caminho uns enormes cata-ventos de energia eólica mostra que alguns fazendeiros estão garantindo seu abastecimento elétrico.

Estou convivendo com muitas diferenças, e acho muito importante esta convivência.  Essas diferenças sociais são muito grandes em alguns países e aqui na Nicarágua é um deles. A população tem acesso a carros que não é comum ver no Brasil, celulares que também não é comum estar nas mãos de muitos, mas, de contrapartida vemos esgoto a céu aberto em grande parte do país incluindo a Capital Manágua. A rede de telefonia aqui é 3 1/2G (três G e meio) e quem domina é a CLARO. Já no hotel tenho tido um pouco de dificuldade com a internet que nem sempre tem boa velocidade. Desta forma, a postagem de fotos tem ficado prejudicada em virtude do tamanho das fotos. Tem a opção de diminuir as fotos para depois postar, mais isso leva tempo e prefiro não fazer. Na viagem anterior, fiz fotos pequenas, bem, quando precisei ampliar, ‘já era’. Assim, vou postando aqui alguns comentários e logo mais, melhorar os textos e colocar fotos. Quando se está na estrada temos que fazer algumas opções: ou viajar ou escrever. Estou tentando fazer as duas coisas.

Outra situação que me incomoda um pouco referente a postagens é que estou só, tenho que parar várias vezes, programar a câmara para sair em algumas fotos além de fazer anotações, lavar minhas roupas, procurar o que comer etc., mas esta foi minha opção. Espero que entendam a falta de fotos e os textos relativamente pequenos.

Sei que é importante informar, mas, creio que teremos muito tempo para fazer isso em breve.

Granada tinha uma próspera população indígena. Em 1524, a cidade foi renomeada Granada, por Francisco Hernández de Córdoba , ostensivamente a primeira cidade europeia na América continental. Ao contrário de outras cidades que reivindicam a mesma distinção, a cidade de Granada não foi apenas o assentamento da conquista, mas também uma cidade registrada nos registros oficiais da Coroa de Aragão e do Reino de Castela na Espanha.

Granada também é conhecida como La Gran Sultana , no reflexo de sua aparência mourisca e andaluza, ao contrário de sua cidade irmã e rival histórica León , que exibe tendências castelhanas. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Granada,_Nicaragua.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa Rica Granada – Nicarágua390

Na chegada a Granada vi uma placa “Hotel Econômico”. Procurei logo este hotel. Ao chegar percebi que era tudo muito simples, mas por 15 dólares eu não precisava de nada melhor.

Cheguei bastante cansado em razão da soma de situações. Duas aduanas que são burográticas levam um pouco de temo somado ao calor por ali que era muito grande. Acredito que por conta dos vulcõens Mombacho e Massaia. A região fica bem no meio dos dois vulcões.

Bom, Granada é uma cidade um pouco diferente das outras que já passei. Muito tranquila, cheia de turistas europeus e estadunidenses. Na praça central há uma fila de carruagens para os turistas curtirem seus passeios. Hoje (10/06) vi dois cortejos fúnebres. Parece com aqueles que vemos em filmes Norte-americano, uma carruagem preta (negra como dizem aqui) puxada por dois cavalos que são cobertos com uma espécie de colcha de renda e um Cocheiro a caráter (de terno preto mesmo num calor intenso). Atrás o cortejo com flores, choro e tudo mais.

Corri para pegar a máquina para fotografar e fiz foto um pouco distante em respeito a família do defunto.

Vocês se lembram do Sinomar comentar sobre o problema elétrico que minha moto vinha apresentando, né? Então, isto começou a acontecer na cidade do Panamá, mas se agravou em Granada na Nicarágua.

Embora a cidade tenha uma rica história, é um lugar bastante simples sem muuitos recursos para motos do porte da minha moto. Assim, fiquei alguns dias curtindo a cidade, indo aos barzinhos em uma rua que lembra muito alguns lugares de Parati no Rio de Janeiro, com suas ruas fechadas, mesas na rua, etc. Aproveitei que uma das moças que trabalham no hotel onde fiquei hospedado saem para panfletar todas as noite neste lugar que é repleto de turistas principalmente norte americanos, e seguia para lá tambem.

Durante o dia de um dos dias, aproveitei para ir até um dos povoados que ficam a uns 40 km para comprar uma nova bateria. Eu havia levado uma bateria reserva quando saí de Brasilia. Era uma bateria de Gel, mas que não acondicionei muito bem no baú traseiro e uma das ferramentas acabou passando para debaixo dela e furando uma das células que acabou vazando o Gel ácido. Ou seja, perdi esta bateria. Então comprei uma bateria similar (não era uma yuasa) mas era o que tinha.

Dois dias depois, saí com destino a Honduras ou o mais próximo que eu conseguisse chegas, mas não fui muito longe. Durante os dias que fiquei em Granada, contando que estava indo para o Alaska, muita gente me dizia para eu não passar por um “pueblo” um povoado chamado Tipitapa. Mas Tipitapa estava na minha rota. O calor era insuportável mas continuei meu caminho quando de repente a moto começou a mostrar que pararia e assim que encontrei um povoado pela frente, muito movimentado e cheio de quebramolas, reduzi a velocidade e era o que faltava. A moto parou.

Adivinha onde foi que a moto parou. Pois é… parou em Tipitapa.

Nesta hora as recomendações se juntam com o nosso preconceito e eu passei a desconfiar de todo mundo que falava comigo.

Comecei a tentar resolver o problema. Primeiro tentando identificar o problema. Tirei o bando da moto, olhei os fusiveis e em seguida usando um multimetro fui testar a bateria. Um rapaz de cabelos no estilo chanell e com a bermuda pelo meio da bunda estava sentado em um degrau de escada com o celular na mão perguntou a uma distancia de uns 10 metros de onde eu estava se eu precisava de ajuda. Olhei bem pra ele e o meu preconceito o respondeu: se voce entender alguma coisa de motocicleta até pode. Ele continuou: “estou tentando falar com o meu mecânico para ver se vem aqui para te ajudar. Eu tenho uma Harley Davidson”. Quase que ao mesmo tempo, um senhor que estava quase ao meu lado, onde parei a moto, com um carrinho vendendo produtos chineses me disse: “o problema de sua moto é no gerador de energia. Pelo que ví até aqui sua moto não tem carga na bateria, por isto parou”. Mais uma vez meu preconceito atrelado a informações de que ali não era um lugar que eu devesse passar, respondi; bacana essa sua bola de cristal, já sabe qual o problema sem se que chegar pereto. Foi ai que este senhor me pediu para tirar a bateria, entregar para ele que ele é eletricista e tinha ali um carregador. Muito desconfiado eu tirei a bateria e ele deu uma carga rápida de uns 15 minutos e disse: ” coloca na moto e dá partida.” Fiz isto e a moto pegou. Ele continuou: “viu? é o que te disse. O alternador de sua moto não esta funcionando.” Nesta hora já estavamos todos juntos em volta da moto tentando solucionar o problema, mas minhas desconfiaças e preconceito continuavam ali firme e forte junto comigo.

Nesta hora o rapaz me disse que conseguiu falar com o mecânico, mas que ele não poderia me atender por ser uma Triumph e não uma Harley. Ele só atenderia se fosse Harley. Então, o rapaz foi até uma pousadinha ali perto, conversou com as pessoas por la e voltou dizendo para eu levar a moto para a pousada, que pela hora e que tentaria ajudar de alguma forma. contudo os proximos dias, fim de sábado e domíngo, não dava para fazer muita coisa.

Bem… Não havia outra auternativa! Agora era gerenciar o que tinhamos. Empurrei a moto para a pousada e fiquei la na posada.

Foram cinco longos dias de muito calor e tentativas de solucionar o problema contando com a ajuda do meu amigo Benito.

Entrei em contato com a Triumph na Inglaterra que patrocinava com peças, meus amigos no Brasil se preocupavam, cheguei a ir ao aeroporto para saber se abortaria o projeto ou se seguia de aviao para outro país onde eu pudesse arrumar a moto… Foram muitas tentativas e enquanto isto o meu amigo “motoqueiro” tentou tanto com o mecânico da Harley que ele ja não atendia mais aos telefonemas. Mas quem é abençoado, mais dia menos dia, a bênção vem! E foi o que aconteceu. Depois de muitas tentativas de solução, consegui o contato do C.E.O da Harley Davidson na Nicarágua e consegui falar com ele. Fui tão bem recebido que ele queria ir buscar a minha moto onde estava. Contudo, eu estava com bateria nova e ja estava totalmente carregada (aquele outro amigo da banca de produtos da China havia dado carga lenta total. Assim optei por ir rodando para Managua (capital da Nicarágua) onde ficava a assistencia técnica da Harley Davidson. Meu amigo “motoqueiro” me segui de carro para que se eu tivesse algum problema ele estaria ali para ajudar. Desta forma, na manhã de um dos dias, saí com uma moto que nao recarregava (claro que desliguei quase todos os fusíveis para economizar carega da bateria) e depois de uase uma hora na estrada cheguei ao Taller da Harley Davidison. Sabem que fez a manutenção na minha moto? Aquele mecânico do inicio da conversa.

Aproveito para relatar que quando minha moto parou com o uma pane elétrica, fiquei muito preocupado por estar com uma motocicleta de grande porte em um país que provavelmente não tivesse recursos técnicos para manutenção e reparo da moto. Cheguei a pensar em transportar a moto para os Estados Unidos por via aérea, mas, os custos eram elevados.

Enviei e-mail para a Triumph em Portugal em razão do idioma, solicitando remeter o mesmo a Triumph UK para  resolver minha necessidade.De imediato recebi resposta informando que mandariam todo o material que eu necessitasse e também informações técnicas e ferramenta, caso houvesse necessidade para solucionar o problema.  Eu já gostava da Triumph antes, agora mais ainda. Espero que estejam logo no Brasil com sua montadora ou fábrica.

No mesmos predio onde fica a oficina da Harley Davidison tem tambem uma pousada, um barzinho/ boate. Como eu tinha que ficar por ali por dois dia, enão aproveitei para curtir tudo que eu tinha para curtir.

Enquanto eu me dirigia ao Aalaska, outros Skolados também estavam na estrada. Jaca e Graça estavam fazendo o Caribe e Venezuela, Ivo (Cebolina e Kaiser (wolverine) estavam rodando para Machu Picchu. E foi em Machu Picchu que Kaiser encontrou com uma senhora japonesa que vivia na Nicarágua. Ela e o esposo eraam agrucultores na Nicarágua e tinha por la uma “finca” (fazenda) onde plantavam. O contato deles com o Brasil são pelos implementos agrícolas que usam, pois os compram no Brasil. Bem, o Kaiser me passou o contato deles e assim que cheguei a Manágua fiz contato e saímos para jantar e conversarmos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Nestes dias que estive em Manágua conheci várias pessoas, visitei templos, escolas, praças, etc. Já próximo de minha saída, encontrei o Chipp. Meu colega e irmão de arma. Chipp e SGT do Exército dos Estados Unidos, vive no Tennesseee, estave em campanha alguns meses antes e aproveitava para saír de moto pro aí antes de retornar para o campo de batalha. Aproveitamos para torocar os mapa de GPS já que nós dois desfrutávamos do memso modelo de GPS um GARMIN ZUMO 660. Ele me passou os mapas da América do Norte e eu passei para ele os mapas da America do Sul e Central

Um dos motivos de tanto calor nesta regiao, como já disse são os vulcões que ja postei o mapa deles, mas são muito proximos ao caminho que eu estava fazendo. No caso, o Vulcão Massaia.

Como podem pereseber meus dias na Nicarágua foram muitos! Com isto, fiz muitos amigos, visitei muitos lugares e conheci de perto a realidade deste povo. São muitos amigos neste país onde o Brasíl gasta muito, muito do nosso dinheiro. Mas minha jornada é longa e tenho que segui em frente.

Depois de arrumar a moto e curtir tudo que eu tinha direito, só faltava lavar a moto, lubrificar e preparar para no dia seguinte segrir rumo a Hondura.

As informações colhidas com os motociclistas em Manágua não eram nada animadoras, mas ao mesmo tempo consegui com vários motociclistas, contatos de outros afxinodos pelas duas rodas naquele país.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40

Então depois de tantos dias parados vamos nós! Não saio muito cedo e vou curtindo a estrada. Quanto mais vou me aproximando da frunteira com Honduras mais as estradas vão piorando e mais almenta o transido de caminhões. A policia aperta muito a fiscalização, quer dizer, no meu caso, parecia que queriam dinheiro, mas aí se deram mal. Aquela maxima que usei no Perú e que funcionou muito bem me acompanhava toda vez que um “policia” vinha com conversa mole. Também ja havia preparado para o momento que não colasse e me pedissem passaporte diplomático.

Proximo a Esteli, fui parado por um policial assim que saía de uma lanchonete onde parei para tomar um coca cola meia boca de gelada. este policial rodeou a moto umas três vezes até dizer que poderia querer ficar com a moto para ele. Nesta hora eu disse que se ele insistise na conversa a moto era toda dele. Continuei dizendo: no meu país, se eu disser uma coisa dessa tava dito, contudo, no país dele ele teria que se ver com o meu consulado. Nesta hora mostrei para ele meu aparelho SPOT 1 e disse que que tudo que estava sendo dito é enviado via satélite e gravado no Itamarati e nos consulado e embaixada do Brasil de toda a America Central. Nesta hora o plicial me perguntou o que eu fazia e onde eu estava indo. Repeti a história. Sou o Sargento Jorge, auxiliar de adido militar e estou passeando pelo seu pais para saber se fico aqui ou se vou para oputro país. Ele olhor para a bolha da moto viu o adesivo da MINUSTAH (missão do Brasil na ONU) e me perguntou eu trabalhava na ONU? não disse que sim nem que não, só apontei o adesivo e disse a ele, “mira, mira”; tirei minha identidade militar e dei a carteirada. Ví um policial achando que tinha se ferrado com as palavras. ele se desculpú e disse que era apenas uma brincadeira. Aí eu disse para não se preocupar que assim que eu retornasse, “ia borar la gavacion” (apagar a gavação). Daí veio a velha e conhecida mensagem “buen viajem, que vaia biem e dios lo bendiga”.

Segui minha viagem, mas em razão da hora, preferi não entrar em Honduras no final da tarde e sim pela manha bem cedo.

Assim, que cheguei a OCOTAL, ja estava muito próximo da fronteira e de acordo com o que eu defini, ja estava próximo demais para ficar, mas, não tive outr opção melhor e fiquei em OCOTAL mesmo. Assim poderia sair bem cedo e fazer a saída da Nicarágua e a entrada em Hondura bastante cedo, tendo em vista que haviam muitos caminhões por ali.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250

Arranjei logo um hotelzinho pora lai e fui tomar minha cerveja Toña. Aproveitei para observar melhor a moto, fazer os procedimentos que timha quefazer e relaxar. Pelas informações os próximos dias seriam tensos, digo, mais tensos.

Então logo cedo no dia seguinte, tomei um cafezinho do meu mesmo, nem esperei o desayuno do hotelzinho e me mandei para a fronteira. Assim que cheguei, me dei bem. doi caminhões apenas estavam a mnha frente. Ainda bem que estava com pouco dinheiro da Nicarágua porque nem tinha canbistas por la para trocar o dinheiro.

Consegui fazer logo a saíd da Nicarágua. Não foi tão enrolado como na entrada. O mesmo aconteceu com minha entrada em Honduras.

Eu estava bastante apreensivo com a entrada no país em razão dos problenemas diplomáticos entre o Brasil e Hondura quando o Brasil resolveu dar guarida ao ex-presidente de Honduras Manoel Zelaia na embaixada do Brasil naquele país, mas não encontrei dificuldades na entrada. O proximo problema então seria as informações que recebera ainda na Nicarágua quanto a violência no Honduras.

Sem problemas de entrada, segui meu caminho rumo a Tegucigalpa, mas, em Danli, num posto de servicios que parei para abastecer e fazer um lanche tendo em vista que não havia tomado um café da manhã onde me hospedei próximo da fronteira Nicarágua/ Hondura fiquei “meio cabreiro” porque algumas pessoas me obsrvava e outras observavam a moto. Lachei e nem abasteci. Me mandei por via das dúvidas e fiquei observando se alguém me seguia. Na verdade, nada! então segui até proximo a entrada de Tegucigalpa onde tinha que abastecer quisesse eu ou não.

Parei, abasteci, e aundo fui ligar a moto, ela não pegou. Empurrei a moto até a loja de conveniencia do posto e fui tomar uma coca cola e pensar no que fazer. Tirei o bando, olheio a caixa de fusível e para minha surpresa um fusível do estator estava com a parte plastica derretida. Peguei um alicate, tirei o fusível derretido e truquei por um fusivel novo dos que eu levava de reserva. Tentei dar partida e a motoca até ameaçou pegar, mas na segunda tentativa já não deu mais. Então tirei o “cabo de chupeta” da bagagem e fui atras de um “abençoado” que pudesse parar o carro ao lado da moto para me ajudar. Não tivie dificuldade. o próprio frentista ja levou uma ford Pampa até la e fiz o jump para dar partida. A moto pegou. Deixei ligada e fui grardando minhas tralhas, mas o motorista permaneceu ali para quese fosse preciso continuar ajudando. Na sequência, agradeci e sai só que não fui rumo ao centro de Tegucigalpa e sim a Comayagua. dali para frente a estrada estava vazia. não era fim de semana e nem feriado, mas estava vazia. Chegando a Comayagua um hotel as marges da rodovia me chamava a atenção. Parei a moto ali para saber se havia vaga, mas não desliguei a moto para não correr o risco de não pegar. Havia vaga! então voltei na moto e desliguei. parei e me alonguei por um minuto e na sequencia, dei partida na motro e a danada pegou. Desliguei novamente e dei nova partida e ela pegou outra vez. UFA! problema resolvido. Só que não. Aquele fusível que troquei na entrada de Tegucigalpa estava se derretendo; um pouquinho só, mas estava.

Pensei em procurar uma auto elétrica para ver o que estava acontecendo com minha moto, mas uma partida de futebo entre Hondura e Costa Rica ia cimeçar quase naquele momento e, assim como aqui, em dias de jogos oficiais da seleção, tudo fica fechado. Então fui me alojar, tomar cerveja e relaxar.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
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15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
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22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
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27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300

Fiquei ali no hotel mesmo. Um hotel simples mas bastante confortável para o local e preço. Após um bom banho para relaxar, desci para tomar umas cervejas e conversar. Também aproveitei que não era muito tarde e fui até o centro para conhecer um pouco mais da cidade.

Dizem que o relógio desta igreja é um dos mais antigos relogios de camapanários das americas. Se é ou não, não sei, mas fica aqui o registro do famoso relógio.

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Passado o dia, retornei ao hotel para dormir. Então durante toda a noite eram muitos, muitos estampidos. Logo percebi que eram tiros disparados. Mas eram muitos. A noite inteira. Assim, arrastei a cama da posição que estava e posicionei em uma parte mais protejida em relação a janela do meu quarto que dava para a rodovia. Pela experiência, os tiros aconteciam a uns 1000 metros no minimo, mas por via das dúvidas, procurei um ponto mais seguro.

Na manhã seguinte levantei e ao decescer para o desayuno, me encontrei com um segurança na porta do hotel. Ele portava duas pistolas (uma de cada lado da sintura como se fosse em um filme do velho Oeste e uma espingarda calibre 12 em bandoleira (no tirante) que estava estendida a sua frente. Então perguntei para ele o que estava acontecendo. disse ele “Nada não! ai eu falei dos tiros e ele continuou dizendo que eram os tantos seguranças espalhados pela cidade que atiram para mostrar que estão ali e armados.

Após esta breve conversa, fui tomar meu café da manhã. Durante o café, o garçon me abordou com a pergunta “Usted es brasileño?” Si, eu disse. Então ele continuo: “El pastor de mi iglesia también es brasileño.” De imediato eu quis saber quem era e queria conhecê-lo. Então ele disse que a igreja era ali perto e que em algumas hora ele estaria chegando para a escola dominical das crianças. Assim, logo depois do café da manhã eu sai junto com ele que porcoicidencia se chama giovani e nos dirigimos para a igreja. Chegando lá, o Partor ainda não havia chegado. Sentamos no meio fio de frente para a igreja e ficamos conversando. Perguntei o nome do Pastor e ele disse que é Pastor Ivaldo.

Aguns minutos depois o Pastor Ivaldo chegou em uma caminhonete cheia de crianças. Ele começou a descer as criancas quando eu pe aproximei e disse BOM DIA PASTOR IVALDO! automaticamente ele respondeu em português “BOM DIA!” e desceu mais uma criança e foi virando para mim e perguntando “VOCÊ DISSE BOM DIA?” Eu respondi sim, e continuei, é assim que se fala em nosso país para cumprimenter outra pessoa pela manhã. O Pastou Ivaldo começou a chorar. Me abraçoe e chorou muito. Sua esposa que não sabia o que estava acontecendo se aproximou perguntando: ¿Qué paso? ¿Qué paso? Eu respondi em bom português, está tudo bem. Bom dia! Nesta hora ja estavamos todos abraçados e todos chorando.

Eles (Pastor Ivaldo e sua esposa, dona Fátima) me disseram que não ouvia ninguém falar português a uns quatro anos. Que era muito bom ouvir a lingua de seu povo, ouvir o som da fala do provo brasileiro.

Paasei aquela manhã na igreja acompanhando, ouvindo e conversando com o Pastor Ivaldo e sua esposa, dona Fatima, Missionários da Assembleia de Deus.

Vi a obra que ele e seu antecessor fizeram e fazem naquele país carente. Perguntei a ele do que ele mais precisa achando que ele diria que precisava de dinheiro, mão de obra etc e ele disse: “preciso de oração, preciso de oração para continuar esta obra e levar a palava de Deus a mais pessoas.”

Passei o dia com o Pastor Ivaldo e sua esposa.

No dia seguinte nos encontramos novamente, passamos o dia juntos, saimos, almoçamos e conversar mais, ouvi muito dele o quanto hondura é um lugar perigoso. Nesse ínterim, entre encontro e minha estada no hotel, procurei uma autopeça e comprei um suporte para fusível e um ferro de solda 12 volts. Isolei o contato do fuzível que estava derretendo por mal contato e soldei o suporte que comprei e pronto. Problema resolvido. No dia seguinte, logo após o desayuno arrumei minhas tralhas na moto e segui meu caminho. desta vêz rumo a Guatemala.

Sabia do quão difícil seria chegar lá. Tinha que passar ainda por San Pedro Zula, uma cidade comandada pelo crime organizado. lá todo era comandado pelo crime. Pelo menos foi isto que ouvi de muita gente.

No caminho, uns 50 km mais a frente sob muita chuva e rodando atrás de um carro, peguei um buraco tamanho família que amassou a roda e cortou um pouco o pneu traseiro da moto. Senti o baque no buraco, mas não percebi nada na hora e segui rodando. Uns 50 km mais e a moto começou a ficar instável, foi ai que percebi o tamanho do estrago. Tentei desamassar a roda, mas fiquei com receio de quebrar e piorar o que já era um problema. Então assim que achei um lugar mais parecido com uma cidade, parei em um posto e fui tomar uma coca cola e abastecer. Na loja de conveniencia uma pessoa de paleto e gravata me chamou para conversar. disse que era advogado, que era motociclista e começamos a conversar sobre a viagem. Minha disconfiança era grande, mas enquanto eu lanchava e conversavamos ele fez umas ligações e de repente uns 20 motociclistas chegaram no posto onde eu estava. Eram o Moto Clube Renegados Las Aquilas e eles fizeram a diferença nesta história. A partir daí, me senti em casa. Eles rodaram comigo, me levaram a uma concessionária para ver um pneu novo, mas o preço não me agradava. Como eu conseguia rodar com o pneu naquele estado, mas tendo que calibrar a cada 100, 120, 150 km até ter que calibrar novamente, preferi continuar assim mesmo para tentar chegar nos Estados Unidos (que estava lonje) onde teria que fazer revisão programada. Resolvi continuar porque eu tinha um calibrador que meu amigo de grupo Cláudio Vianna (Spaguett) havia trazido da China pra mim.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350

Este encontro me redeu contato na Guatemala onde seria minha próxima parada. Então segui. Passei pela temida cidade de San Pedro Zula e cheguei a Guatemala. Fiz minha saída em Corinto e logo em segui da a entrada na Guatemala.

Do lado da Guatemala foi totalmente diferente de tudo que passei na America Central referente a burocracia. Uma entada totalmente tranquila e segura, mas ainda tinha que me dirigir a imigração uns 40 km a diante. A cidade chama-se Puerto Barrios. Na cidade de Puerto Barrios estava o contato que deveria procurar, contato este que recebi de Carlos Leiva em Honduras. Então primeiro fui fazer a imigração, para depois procurar pelo Francisco (Chico) Presidente do Pirata Riders Chapter Guatemala. Estava tudo indo muito bem até que o agente da imigração usou o carimbo errado em meu passaporte. Para complicar, teria que ter a assinatura da chefe da imigração, mas ela não se encontrava ali. Estava na capital (Cidade da Guatemala) em reúnião e só retornaria a noite.

Bem, liguei para o telefone do Chico que recebi em Honduras. Chico não levou 10 minutos para chegas. Me recebeu muito bem, e me informou que eles estavam passando por um momento dificil (todo o Estado do Peten), mas que ele não poderia falar ali. só quando chegassemos na casa dele. No contato inicial, conversando, percebi que Francisco era um militar, ou tinha sido. Então puxei conversa por este lado e nos identificamos. Ele é Sargento do Ejercito de Guatemala assim como eu Sargento do Exercito Brasiliro.

Enquanto eu aguardava a liberação da imigração da Guatemala por causa do erros deles com meu passaporte, fomos para a casa do Francisco. A recepção não podiaser melhor. A esposa e o Chiquito (fliho do Chico que na ocasião devia ter uns 2 anos) foram muito receptivos. Fiquei muito a vontade, embora ainda com o passaporte retido na imigração aguardando a anuencia da tal chefe que estava em reunião na capital. O Francisco fez umas ligações durante o período que chagamos a casa dele e o jantar que a esposa dele preparara. Um tempos depois, quando estavamos conversando sobre motociclismo, viagens, e da atuação dele (Francisco) no Afeganistão, recebemos a ligação da imigração. Era umas 9h da noite. O Francisco pegou sua arma, e me disse: “vamos lá busacar seu passaporte”. E fomos. Assim que chegamos um agente da imigração já estava nos aguardando e com meu passporte liberado para me entregar. Peguei-o-o e voltamos para a casa do Francisco. Continuamos a conversar e ele querendo saber da minha viagem, dos cursos que o Exército Brasileiro oferece, em especial o curso de Guerra na Selva e ao mesmo tempo me mostrando fotos dele. O tempo passou e lá pelas tantas ele me mostrou o quarto onde eu dormiria. Ele já sabia que eu sairia logo cedo com destino a Tikal, então me disse para assim que acordasse, desse uma batida, mais uma batida e mais duas e mais tres batidas na madeira da cabeceira da cama onde eu estava. Em seguida, que levantasse, me arrumasse e quando eu abrisse a porta ele estaria lá na porta me aguardando. Assim fiz e BINGO! Lá estava ele. Não era 5 horas da manhã. Falei para ele que sairia sem chamar muito a atenção, mas ele me fez aguardar (certamente em razão do que estava havendo lá no Estado do Peten). Enquanto isto, fiz minha higienne matinal, coloquei minhas coisas na moto e sai sem fazer barulho, porque se o Chiquitito acordasse, eu não ia conseguir sair. Emporramos a moto uns 50 metros antes de ligá-la. Me despedi do Francisco, liguei a moto e saí com destino a Tikal. Alguns km a frente, parei no primeiro posto com loja de conveniência e fui tomar um café, abastecer a moto e seguir a diante. Beirava as 7h local e assim que saí do posto, dei de cara com um check-point da Polícia Nacional (Policia Nacionale). O primeiro policial sinalizou para eu me dirigir para a direita e assim que passei por ele ele gritou para seus colegas “É o basileño, é o basileño!” e todos os outros abriram o caminho para eu passar.

De Puerto Brarios até Tikal são quase de 400 km. Era um Chck-point a cada 50 km mais ou menos. Ou seja, foram muitos momentos que encontrei poiciciais parando todo mundo, mas acho que por causa do Francisco, todos os pontos de checagem os “policias” já sabiam que eu passaria por ali. E o que eu ouvia era sempre o mesmo “é o basileño!”. Assim cheguei a Tikal. O Parque arqueológico mais lindo que ví em minha viagem.

Para conhecer esta maravilha, passei várias horas. O momento mais interessante foi quando cheguei ao centro da “paça” e gritei num logar com vários turistas: “- Acabará mesmo em 2012?

A pergunta se referia a professia Maia que o mundo acabaria em dezembro de 2012. Professia feita ali naquele lugar.

Bem, hoje sabemos que não acabou. Mas quando eu passei ali, em junho de 2011, a dúviada existia.

Depois de veisitar esta maravilha do mundo, continuei meu caminho com destino a Belize, mas uns km a diante encontrei um hotel e resolvi ficar ali ás margens do lago Petén Itzá (Conhecido como Lago de Flores).

Me hospedei neste belíssimo lugar depois de conhecer as ruínas mais lindas das Américas (na minha opinião). Não seria prudente rodar já no fim da tarde e início da noite em razão do Estado de Sitio decretado no estado do Petén. Neste momento eu já sabia o que havia acontecido, pois o Francisco (Chico) de Puerto Barios havia me contado. O hotel fica entre o lago onde está a Ilha de Flores e o Parque Arqueológico de Tikal.

No hotel também visitando as ruinas estava o sr. Francisco Toscano que é Mexicano e funcionário da Embaxada do México na Guatemala. Ele me deu seu nº de telefone e e-mail me orientando de como proceder em caso de uma abordagem inadequada dos Policiais em seu pais, também me passou um contato no México (Cancun).

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala400

Segue abaixo materia de um dos jornais da época com o link de acesso:

Guatemala. Massacre provoca indignação social

Guatemaltecos estão aterrorizados com a notícia divulgada no domingo sobre a decapitação de 27 camponeses, de 13 a 33 anos, dentre eles duas mulheres, na granja Los Cocos, no município de La Liberdade.

Segundo fontes das forças de segurança, o responsável pelo massacre é o grupo mexicano Los Zetas, ligado ao narcotráfico. O grupo disputa a área com o proprietário da granja, Otto Salguero, também ligado ao tráfico.

Os assassinos deixaram uma mensagem nas paredes da casa do dono da granja, escrito com o sangue dos camponeses assassinados.

“A Guatemala está sitiada, estamos tocando no fundo, isto não pode seguir assim”, declarou o arcebispo metropolitano, Oscar Julio Vián Morales. A violência é intolerável e denota a falta de políticas públicas, lamentou.

O pastor presbiteriano Vitalino Similox, secretário geral do Conselho Ecumênico Cristão da Guatemala, disse que é urgente atacar essa questão, acabando com a impunidade. Para isso é necessário o fortalecimento da infra-estrutura de segurança e justiça no país.

As vítimas do massacre eram trabalhadores temporários e estavam há apenas uma semana na granja. Em sua maioria, eram procedentes de Izabal, departamento vizinho. Eles foram contratados por três meses com a oferta de ganhar ao redor de 4, 5 mil quetzales (cerca de 575 dólares). Duas pessoas sobreviveram ao atentado.

O presidente da República, Álvaro Colom, decretou estado de sítio no departamento de Petén, onde a violência eclodiu. No departamento está localizado o sítio arqueológico Tikal, da civilização maia.

Fonte: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/173-noticias-2011/43458-guatemala-massacre-provoca-indignacao-social

No dia seguinte após o desayuno preparo tudo na moto e saio com destino a parte mais deconhecida do meu planejamento, BELIZE. Nas minhas pesquisas não encontrei muita coisa sobre o país, mas queria muito passar por lá exatamente pela falta de informações. Quase ninguém conhece e os mapas são muito imprecisos. De Tikal até a fronteira eram aproximadamente 100 km. Então cheguei cedo. Para fazer a saída da Guatemala foi tão tranquilo quanto a entrada e logo me dirigi para a entrada em Belize.

Para minha surpresa, era o primeiro país de língua inglesa e o meu ingles não convensia ninguém. Eu não falava, não entendia e… a sorte é que também falam espanhol.

Os oficiais de fronteira são homesn e mulheres altos, fortes, negros de um tom de pele que lembra os negros africanos. A primeira coisa que me pediram foi o visto belizenho e eu não tinha. Mas ao olharem meu passaporte, informaram que não seria necessario por ter visto americano e canadense. Assim fiz o visto provisório ali mesmo. Em seguida vem a segunda fala importante: para rodar em Belize usando a bandeira do Brasil teria que ter sobre a bandeira brasileira a banderida de Belize”. Era uma questão de soberania muito interessante que entendi perfeitamente. Solicitei uma bandeira de Belize, mas ali na aduana não tinha para vender. Assim, fui obrigado a retirar de cima do baú da moto a Bandeira do Brasil que me acompanhava desde que saí do Brasil. No comércio um pouco mais a frente também não tinha a bandeira à venda.

Segui rodando procurando a capítal Belmopan. A sinalização por lá era muito precária. Sem mutas informações e sem entender muito as explicações que me deram nos “postos de servicios” que parei para abastecer e lanchar, acabei passsando direto pela capital e umas 3 ou 4 hosras depois de entrar no país eu já estava na fronteira de saída. Enão fiz meia volta e fuii procurar um lugar para me hospedar. Afinal, eu queria conversar com pessoas, conhecer um pouco mais do lugar, etc. Fui então para Corozal e me hospedei no Tony’s Inn and Beach Resort. Um lugar maravilhos. Contudo, depois de tomar umas cervejas no Dec de frente para o mar do caribe, de fazer fotos e vídeos, fui para o quarto e a internet não funcionava. Eu precisava de internete para alimentar o site (na epoca, http://www.skoladosdoasfalto.com) Site do meu grupo motociclistico que não existe mais para registros.

Aceitaram então me dessospedar por conta da internet e fui para o Las Palmas Hotel de propriedade do sr. Charles Rublee, um estadunidense casado com uma colombiana. Por coinsidencia, um amigo já havia passado por lá uns anos antes. Era o Vladmir Yarets. O proprietario do hotel me doou um livro com história, fauna e flora de Belize. Sr. Charles Rublee é também motociclista e fez questão de doar o livro para que eu conhecesse muito sobre a historia, cultura, fauna e flora de Belize.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350

Embora estivesse tudo muito bom ali, não passei mais que aquela noite no país. No dia seguinte, prparei a moto, tomei o café da manhã e segui com destino ao México. Era outro mistério para mim. As informações eram muito desabonadoras. tudo levava a crer que não seria uma passagem feliz, mas era caminho e eu tinha que passar. Meu objetivo era chegar a Cancun, mas eu não tinha a menor ideia se daria ou não para chegar no mesmo dia e por isto resolvi não ficar mais dias em Corozal. Do hotel até a fronteira dava uns 20 km e assim que chegui lá, o oficial de imigração que pegou meu passaporte para fazer a saída me fez a seguinte pergunta: “Você entrou ontem em meu país e recebeu visto para ficar por 90 dias. Ja esata de saída. Não gostou do meu país?”

Bem, com uma pergunta desta, tive que explicar que estava com pouco tempo para chegar ao Alaska, que minha moto havia quebrado e eu peredi muitos dias para arruma e que minha viagem estava muito corrida mesmo. Ele carimbou meu passaporte, me desejou boa viagem e que eu tivesse muito cuidado no México. E assim fiz minha saída de Belize.

O bom de chegar cedo as fronteiras, é não correr o risco de ter que ficar “agarrado” por lá. Para entrar no México é um pouco burocrático. Creio que por exigência dos Estados Unidos. Para o México também é necessário visto de entrada, mas para quem tem visto dos Estados Unidos a tramitação é um pouco melhor. O problema é que tem que pagar a importação do veículo e não é barato. A boa notícia é que se você sair no prazo previsto, é feito o estorno dos valores pago. Como eu não passaria todo o periodo que fora dado e como meu cartão de crédito estava na data boa para compras, paguei a importação com o cartão de credito (é uma das opções de pagamento). Ou seja, receberia o extorno antes mesmo da cobrança. Após a liberação alfandegaria e de imigração segui ruma a Cancun. A estrada é belissima. Toda concretada, pista dupla e com duas faixas de rolagem em cada uma delas, mas vazia, pelo menos no horário que eu passava por ela.

Fora a burocracia necessária, o agente que lá estava já se mostrou bastante agradável ao saber que eu era brasileiro e começou a conversar em português. Mas não como os peruanos que as únicas palavras que sabem pronunciar são as palavras de baixo calão, esse falava em português mesmo e quando procurei saber onde havia aprendido ele me disse que é casado com uma brasileira de Manaus, então já começou em festa minha chegada. Na Aduana também muita tranquilidade e o agente que me atendeu se chama Jorge, por tanto é meu ‘xará’ e todos naquela repartição são extremamente educados. Me orientando de todos os procedimentos e preços como se estivesse fazendo um favor. Gostei muito da atenção que recebi.

Quando sai para copiar os documentos, tentei fazer uma foto da passagem na fronteira (entrada), mas, não pude fazer a pedido dos Militares do Exército que ali estavam. Assim que liberado na Aduana e Imigração segui a caminho de Cancun.

Alguns km à frente, sozinho na estrada, vejo ao lonje uma pessao sair da vegetação lateral da pista, logo mais um e mais outra. Percebi ainda de lonje que estavam armados e usavam uniforme camuflados. Nesta hora vem aquela dúvida “paro ou passo direto, acelero ou vou reduzindo”? Os três logo eram 6, 8 e eu não tinha outra opção em não parar tendo em vista que todos usavam AR15. fui diminuindo a velocidade e fui sendo direcionado para o acostamento da via.

Asasim que parei eles cercaram minha moto e saiu o último “elemento” da vegetação onde todos estavam. Foram segundos que pareciam séculos. Algo interminável. Nenhum deles usavam insígneas, mas os procedimentos pareciam ser tropa oficial, mas certeza eu não tinha. A pessoa que saíu por ultimo deu uma volta em minha moto, olhou para mim, deu outra volta na moto e até enão nenhuma palavra nem deles nem minha. Foi então que esta pessoa que deu voltas em torno da minha moto me perguntou se eu era militar. Acho que eu me questionei um milhão de vezes em uns dois segundos se diria sim ou se diria não, mas, como os procedimento parecia ser de uma tropa bem adestrada, resolvi dizer que sim. Ele me perguntou se eu estava com a identificação militar e eu disse que sim. Pediu para ver. Eu anunciei que iria mostrar, mas que seria necessario descer da moto e retirar meu casaco. OK, disse ele. Desci e fui colocado por eles na frente da moto enquanto tirava meu casaco. Estes documentos estavam na parte interna do meu casaco. Cada segundo pareciam horas, mas assim que peguei minha identidade ele olhou e se identificou como Sargento Ramirez, Ejercito de México. Apartir daquele momento foi um alívio indescritível. A partir daquele momento foram quase 5 minuto de bate papo sobre curso no Exercito Brasileiro. Ele queria fazer o curso de Guerra na Selva e precisava de informações.

Orientei passando os telefones do corpo de adidos militares no México, onde ele teria informações mais precisas, mas que a matrícula teria que partir do Ejercito do México.

Tentei fazer fotos com eles, mas também não permitiram fazer porque estavam passando por momentos difíceis no México e não poderiam ser identificados tendo em vista que eu colocaria as fotos na internet e isto levaria insegurança aos familiares deles. Depois deste tempo de conversa, disse a eles que precisava ir. Eles me disseram que haveriam outras paradas pela frente e realmente aconteceram outras duas até que eu chegasse a Cancun. Em todas elas o assunto era o mesmo sobre cursos no Brasil e minhas orientações também seguiram as mesmas dadas ao primeiro GC (grupo de combate).

As estradas que rodei até Cancum são perfeitas. Muito bem sinalizada e sem pichação nas placas, aliás, logo que se entra no país, já se vê uma placa dizendo que é proibido jogar lixo (basura) na rodovia e até o valor da multa (160 Salários mínimos).

Foram longos e interminaveis 400 km, mas no fim da tarde cheguei a Cancun. Procurei por hoteis no GPS e vi que havia um IBIS no caminho. Fui pra lá. Cheguei, usei meu número Accor para ter desconto na hospedagem e levei a moto para o estacionamento e em seguida subi para o apartamento onde fiquei mais de uma hora no chuveiro.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400

Não saí muito lonje do hotel naquela noite. Afinal estava muito, muito cansado em razão do stress vivido naquele dia, do calor intenso e do tempo que levei para fazer 400 km, embora a estrada fose muito boa. Mas a tensão foi muito grande.

No dia seguinte, levantei lá pelas 9 horas, tomei meu café da manhã e saí para explorar o lugar. Fuia até a região de praias onde temos megas hotéis e resortes. Passei umas 4 ou 5 horas por lá e voltei ao hotel para tomar outro banho e tira o sal do mar. Mar este bastante violento ali onde eu estava. Uma praia vizia e os hoteis cheios, mas todo mundo nas piscicas. Também não é pra menos. A placa que tem nos acessos às praias mostram um monte de proibições e as multas são muito altas.

No dia seguinte amanheceu o oposto. Muita chuva. Mesmo assim sai para conhecer Cozumel na ilha de San Miguel. Uma viagem de mais ou menos uma hora até o porto. Lá a chuva continuava forte. Me informei com o guia sobre a viagem e retorno e condições do tempo na ilha. As informações é que estava chovendo muito a mais de cinco dias. Também disse que nesta época do ano chove muito mesmo e que é bom, porque quando está chovendo não há previsão de furações que chegam do Golfo e Haiti. Com estas informações, fiquei na Playa Del Carmem mais um pouco depois retornei a Cancun, pois creio que amanhã seguinte sigo para Chichén Itza e Campeche.

A chuva continua e assim desisto de sair para Campeche. Fiquei um pouco mais no hotel e rua novamente, mas antes de ir desci até o estacionamento para buscar um objeto na moto. Ao lado da minha moto estavam estacionadas três outras motos, uma do Brasil com placa de São Roque-SP, uma com placa do México e outra com placa do Equador. Voltei a recepção para saber quem eram ligamos no apartamento, mas ninguem atendeu, então deixei um bilhete dizendo como entrar em contato comigo e fui pra rua.

Quando voltei, várias pessoas estavam no saguão/ bar do hotel e reparei que todo mundo falava em espanhol ou ingles. Então chamei o elevador para me dirigir ao quarto. Quando o elevador abril a porta, eu gritei bem alto “BRASIL!” e fiquei olhando a reação das pessoas que ali estavam. BINGO. Ali no saguão estavam quatro pessoas em uma mesa conversando em espanhol, mas duas delas eram brasileiro (Marcelo Leite e Beth) e também a outra pessoa do Equador (Julio Velasteg) e mais um mexicano. Eles acenaram para mim e eu abortei a subida para o quarto e fui conversar com eles. conversamaos bastante e decidimos que seguiriamos juntos nos próximos dias (Marcelo e Beth na BMW, Julio na KTM e eu na Tiger).

Quando levantamos no dia seguinte o tempo estava um pouquinho melhor e aproveitamos para preparar as motos e equipamentos para sair no dia seguinte. Agora tenho a companhia do Marcelo mais a Beth e do Julio.

Naquela noite aproveitamos para sairmos para tomar uma cerveja e jogar conversa fora. Fomos ao Cocobongo. Um lugar com vários bares e boates e  muitos turistas que não vi nas praias, ou seja, todos turistas de resort e piscina. Conversamos bastante, tratamos de como seria nossa viagem no dia seguinte e horário para saída, também tiramos algumas fotos. O Marcelo e o Julio já vinham rodando juntos desde a Venezuela onde se encontraram. Quem também encontrou com o Marcelo na Venezuela (Ilhas Margaridas) foi meu amigo e parceiro de viagem e de grupo Sérgio (Jaca) que segui o Cezão retornando de Cusco.

CURIOSIDADES:

CANCUN – CAN= NINHO – CUN= SERPENTE (NINHO DE SERPENTE NA LINGUA MAIA)

Na manha seguinta já com tudo pronto nas motos e depois de nosso café da manhã saímos com destino a Campeche.

O dia amanheceu nublado mas sem chuva e sechimos nosso caminho. Logo a frente cerca de uns 100 km tinhamos duas opções: estrada pedageada e estrada sem pedágio. Paramos para definir, tomar uma coca-cola gelada pra amenizar o calor e resolvemos ir pela estrada pedageada. O Marcelo e Beth enrolou o cabo. Acelerou sem dó, Julio e eu ficamos pra trás. Uns 150 km mais a diante, quase chegando em Chichen Itza- Merida, encontramos o Marcelo novamente que nos esperava. Chegamos juntos para visitar Chichen Itza.

Particularmente, não gostei muito do lugar embora a Pirâmide que lá existe esteja bem conservada. Achei o parque de TiKal mais interessante que o de Chichen Itza além de ser muito maior.

Também achei muito caro. Pois cobram 45 pesos mexicano para entrar com uma câmara filmadora, isso além de cobrarem 166 pesos de ingresso para vermos ‘meia dúzia’ de ruinas Maya. As ruínas são bastante importantes, pois, sempre que vemos um documentário Maya, geralmente é de Chichen-Itza.

Eu imaginava que aqui no México na Peninsula de Yucatan encontraria as ruinas Astecas, mas, não foi isto. São ruinas Maya também. E não são apenas estas, existem muitos parques arqueológicos pelo caminho, por boa parte do Golfo do México. De Chichen-Itza seguimos para Campeche onde dormimos.

Beth fez reserva de hotel para ela e o marido em Campeche usando a internet. Eu não tinha este habito. Só depois que chegava no local que ia ver o que tinha e qual o melhor preço. Como estavamos juntos, acabei ficando no mesmo hotel que eles. O bom é que o preço do quarto é um só seja single ou casal ou duplo. Assim Julio e eu ficamos num quarto duplo.

CURIOSIDADE:

Can= Ninho   –   Peche= Garrapatas (Carrapato)

Campeche= Ninho de Garrapatas na linguagem Maya.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500

No dia seguinte amanheceu com tempo bom. Tomamos nosso café da manhã, arrumamos as motos e bora para a estrada ruma a Vera Cruz.

A viagem de Campeche a Vera Cruz foi bem longa. Sai junto com o Julio, o equatoriano que encontrei em Cancun na companhia de Marcelo Leite e Beth, esses dois últimos de São Roque-SP. Seguimos juntos os quatro desde Cancun já sabendo que em Vera Cruz eles seguiriam para México-DF e eu pelo Golfo.  Combinamos que passaríamos no posto de gasolina para abastecer as motos e seguir para Vera Cruz , mas, ao sairmos, segui o Júlio que errou o caminho. Assim nos separamos do Marcelo que pensara que estávamos mais a diante. Marcelo acelerou forte para nos alcançar enquanto eu acompanhava o Júlio a no máximo 90 km por hora, velocidade máxima da KTM 650. No caminho tive que calibrar meu pneu umas 4 vezes por causa do corte no mesmo e com a roda amassada devido a buraqueira que peguei dias antes. Estou fazendo o possível para seguir com o mesmo pneu até os EUA, pois, lá não será caro trocar.

O pneu que uso é um MITAS E-140 que está indo muito bem exceto depois das pancadas que levou desde Nicarágua. Ainda dá para rodar uns 2 mil km antes da troca se não continue vazando tanto que está. Ontem fiz troca de óleo e aproveitei para recuperar a roda da moto. Também usei um spray para inflar e vedar furos, assim creio que chego com ele até o Texas.

Vera Cruz é uma cidade de praia, mas, muito organizada e principalmente limpa. Uma orla bem grande. Creio que uns 30 km. Os preços não são os melhores, mas aceitáveis. Hotéis na orla a partir de 299 pesos mexicanos (+- USD29,00) por pessoa. O dólar aqui vale mais ou menos 11,50 pesos.

Hoje dia 2, Marcelo e Júlio se foram em direção a Puebla e seguirão pelo oeste do México. Eu saio amanhã para Ciudad Vitória. Errei nos cálculos e cheguei a 1200 km da fronteira na sexta feira. Também, não posso reclamar. Fiquei em Cancun, e Campeche. Como tenho que cancelar o depósito caução feito na entrada do México, fiquei aguardando para atravessar em dia útil, pois 2ª feira é o Indempendence day. Feriadão americano e certamente no norte do México também. Assim o mais prudente é aguardar e chegar lá depois do feriado.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600

Meu dia em Vera Cruz começou com chuva. Muita chuva. Uma chuva que começara as 19 horas do dia anterior. Achei até que ficaria mais um dia na cidade. De repente, por volta das 9 horas o sol chegou como se alguém o colocasse ali. Rapidamente coloquei minhas coisas na moto e peguei a estrada. E que estrada.

Não faltava nada. Era um trecho off road (Barro, Buracos cheio d’água, arvores caídas, pedras…). Não é que o danado do off road apareceu.

Lembram das chuvas que comentei desde Cancun, pois é, naqueles dias as cidades de Alto, Hidalgo, Ciudad Madero, Tampico, Miramar e Altamira  sofreram com as enchentes. Foi necessário usar um desvio de pouco mais de 300 km de estrada de chão para que carros, caminhões e motos passassem. Com esse contratempo entrei a noite na estrada.

Fazer o que, né? Agora é tarde. 500 milha percorridas cheguei a Ciudad Vitória as 01 hora da madrugada. Achei logo um ‘muquifo’ que estava escrito “hotel”, mas o senhor da portaria não me deixou entrar pelo tanto que eu estava sujo. Corri até um posto de gasilina uns 400 metros dali e tomei uma ducha de roupa e tudo e voltei ao “sobe e desce” e o senho ali disse que só depois que escorresse a água da roupa. Então eu tirei o casaco e coloquei num saco de lixo, tirei a calça da capa de chuva e coloquei junto com o casacoe assim pude entrar.

Agora vem outro problema, Não era um hotel normal. Era um puteiro que alugava quartos. Eu não quis nen saber. A maioria dos quartos estavam muito sujos, mas um que ningém usava porque era na escada estava limpinho. Então foi ali mesmo que resolvi ficar. Foi barulho a noitre inteira mas o tão cançado que estava caí igual uma pedra e fui dormir. Me esqueci inclusive das recomendações com a segurança, pois, todo mundo que encontrei antes me orientou para ter cuidado com aquela localidade mais próxima dos Estados Unidos. Já quase amanhecendo acordo com a barulheira de gente subindo e descendo as escadas do “hotel”. Era uma verdadeira bagunça e conversas em espanhol e inglês. Me assustei com aquilo e acabei perdendo o por um tempo, mas o cansaço me venceu novamente.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória 950

Quase 08 horas da manhã dou um pulo da cama!

Me arrumei e desci para ver o que dava para fazer com o cafe. Ali não tinha dada disto. Fui até uma “quitanda” ao lado comprei um iogurte e um pão. Comi e fui arrumar a moto. O “porteiro do dia” estava curioso com minha moto e comigo rodando por aquela cidade naquele período. Eu estava muito preocupado com a segurança e doido para saír daquele lugar e entrar nos Estados Unidos o mais rápido possível.

O proprietário do hotel me recomendava tomar muito cuidado, pois, estávamos num período de muita violência na região. Dizia ele “La moto llama mucha atencion de las personas. Es mui peligroso usted solo com la moto.”

Em seguida liguei meu Notebook para falar em casa e também com os amigos. Pretendia ir para Monterrey e de lá para Nuevo Laredo. Vi que Luiz Melo estava on line no skype e o chamei. Conversamos um pouco. Ele sempre me disse para seguir por Matamorros, então resolvi seguir seu conselho.

Coloquei as tralhas e abasteci a moto. Pronto! Estava na estrada rumo aos Estados Unidos. A estrada estava muito policiada. Passei por uns três comboios do Exército, por muitas viaturas policiais da Polícia Federal mexicana além de ser parado em alguns “check-point” do Exército e outros da Polícia Federal. Em todos os momentos muita cortesia antes e depois que ficaram sabendo que eu sou Militar da Reserva do Exército Brasileiro. Aliás, rodei bastante no México e em momento algum fui incomodado, até pelo contrário. Fui muito bem tratado tanto pelos policiais quanto pelos Militares do Exército.

No meio da tarde eu estava na fronteira com os Estados Unidos. Minha saída do México foi tranquila e rápida. O oficial da Aduana foi até a moto, fotografou o chassi, passou documento de caução pelo scanner e ali mesmo fez o cancelamento dos valores depositado. Disse que em um dia ou dois já estará ressarcido o crédito.

Vou então para a entrada nos Estados Unidos. A fila de carros e caminhões é grande e demorada. Muita gente curiosa com minha passagem por ali e querendo conversar para saber da história da viagem. Como ia demorar para eu chegar a ser atendido, desliguei a moto e fui empurrado sempre que passava um pelo atendimento. Não empurrava mais que 4 ou 5 metros de cada vez. Quando cheguei ao Guichê de atendimento (tipo guichê de pedágio no Brasil) já estava com os documentos prontos conforme avisos que ficam nos painéis eletrônicos. Logo o Oficial que me atendera me encaminhou para um box ao lado de uma caminhonete com cães. Perguntou o que eu levava na moto indagando (cigarro, comida, frutas, drogas e armas?), eu disse que nada além de material pessoal, equipamento de camping, ferramentas e roupas. Pediu para abrir o top case, mas, eu já estava com todas as malas abertas devido o tempo que levei para chegar até aquele ponto de atendimento. Ele olhou o top case, a mala de roupas e disse que não necessitava abrir a outra, mas, já estava aberta. Me deu uma ficha laranja e disse para segui-lo. Me levou a imigração. Lá fui atendido assim que cheguei. Havia uma família sendo atendida por uma pessoa, e a outra que ali atendia já me pediu o passaporte. Perguntou para onde eu ia e onde ficaria e quanto de dinheiro eu tinha. Respondi todas as perguntas. Ela me cobrou seis dólares de taxas de aduana e disse que estava pronto e que eu já pode ir. Falei da minha moto e ela disse – Tá tudo certo, pode ir. Insisti sobre a documentação para transportar a moto por via aérea ou marítima quando voltar para o Brasil. Ela saiu, procurou informações, voltou e disse que esse que não havia mais nada e nenhum documento a ser feito e se tivesse que fazer algum documento seria quando eu estivesse regressando ao Estados Unidos vindo do Canadá. Eu insisti mais uma vez e ela disse que o documento de minha moto era reconhecido nos Estados Unidos como de propriedade do veículo em meu país. Minha insistência se deu por ter ouvido do Luiz Melo que se eu não fizesse esse suposto documento, jamais sairia com a moto dos Estados Unidos. A informação dele não era verdadeira, mas entendo que a intenção do Luiz foi de ajudar.

Quando cheguei aonde estava minha moto havia um monte de agente em volta. De longe pensei: será que houve algo errado? Continuei caminhando e cheguei mais perto. Que nada! Consegui ouvi “He’s crazy”, quando me aproximei mais um pouco um outro disse: – You go to Alaska on a motorcycle? Yes! Eu disse, ele olhou para os outros e repitil – crazy, very crazy!

Cumprimento a todos, ligo a moto e … ESTADOS UNIDOS A FRENTE.  Entro no PRIMEIRPO MUNDO!

Me hospedei no hotel La Quinta em Browns Ville -Texas e o pessoal está comemorando minha chegada. Tem mais de duas horas que soltam fogos.  Não ouvi isso de ninguém, só vejo nos olhares repleto de alegria: Agora ficou completo o 4th de julho. O Presidente Geral dos Skolados do Asfalto Jorge (Javali) chegou! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350

Passei uma noite maravilhosa, me sentindo seguro. Desde a Argentina que eu ouvia falar dos perigos e que eu só estaria seguro nos Estados Unidos. Enão, agora estou nos Estados Unidos.

Cheguei aqui rodando com minha motocicleta desde Brasília- DF no Brasil e passando todos os perrengues e insegurança que a estrada pode ter. Mas cheguei. Agora falta pouco.

Saio de Brownsville no dia logo cedo com destino a San Antonio. Terei que passar alguns dias lá, pois tenho que fazer revisão na motocicleta e é exigência do patrocinador.

Estou encantado com os Estados Unidos. Em apenas dois dias que estou aqui já percebi como é organizado este país e principalmente como esse povo é patriota. Independente de onde tenham vindo as pessoas que mora aqui, o culto ao pavilhão dos Estados Unidos da América é visto por todos os lugares e casas desse país. Algo visto no Brasil apenas em Copa do Mundo.  Aqui temos a noção de civismo que perdemos depois da “abertura” política.

Fui para San Antonio pela já com a intenção de levar a Tiger para revisão e ainda tendo ouras duas revisões mais a diante. No caminho de BrownsVille até San Antonio, passei por uma barreira de agentes Federais que me chamou a atenção. Eu já sabia que passaria por esta barreira, pois fora avisado quando entrei no país. Ao chegar a esse cheque-point o Agente me perguntou de onde eu vinha e qual meu idioma. Respondi que era do Brasil e fui atendido em Português. Fiquei muito feliz com a atenção que recebi daqueles Agentes Federais. Continuei meu caminho com destino a San Antônio onde cheguei ao anoitecer.  Ainda não estava ambientado, mas, não encontrei dificuldades com nada, pois as rodovias são extremamente bem-sinalizadas e tanto postos de combustíveis quanto hotéis e restaurantes vemos as informações na própria rodovia quando nos aproximamos das saídas. Uma outra coisa que me chamou a atenção é que não há nada as margens das rodovias que possa atrapalhar a condução. Não há bares, restaurantes, hotéis, nada mesmo, exceto as Riste Area que também são muito arrumadas, limpas, com água gelada, banheiros limpos e papel higiênico. Ao acordar, me dirigi para a pré-revisão na Alamo Triumph/BMW.em San Antonio-Texas. Fui recebido pelo senhor Ysidro que me deu toda atenção que eu necessitava inclusive me levando para almoçar com ele. Ele fala tanto o Inglês quanto o Espanhol e isso ajudou muito na comunicação, pois ainda não consigo entender muito bem o que se diz em inglês. Falar até consigo, mas, entender é outra conversa. Me informaram que estará pronta por volta das 12 horas do dia seguinte (e estava). Enquanto aguardava a manutenção da moto, fiquei alojado no La Quinta bem próximo a oficina. O calor aqui é forte, entorno dos 46ºC, mas, não me incomodou em virtude de estar usando as roupas adequadas. Em razão de retirar a motocicleta na parte da tarde, rodei um pouco pela região para perceber como estava, pois, além da revisão, troquei pneus que já estavam bastante gastos tanto o dianteiro quanto o traseiro. Os pneus originais para minha motocicleta que no Brasil custam aproximadamente R$600,00 cada, nos EUA custou U$150 o dianteiro e U$158 o traseiro. Aproveito para agradecer a todos que trabalham na Alamo Triumph/BMW em San Antonio- Texas, pela atenção que me deram e o carinho com que me receberam e cuidaram de minha motocicleta. Um agradecimento especial ao Senhor Ysidro.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300

* ECHOLINK * Post adicional

Caríssimos,

Tenho que relatar aqui algo que uso constantemente em minha viagem para fazer contato com radioamadores do Brasil e em todo o mundo. O ECHOLINK. Hoje por exemplo, falei com pessoas em São Paulo, em Salvador, em Natal, no Rio de Janeiro e muitos outro lugares.

Através do Echolink, tenho acesso a todas as salas de conferência no mundo sem contar com o contato direto com os radioamadores associados ao Echolink. É um recurso fantástico que nós radioamadores temos e que você motociclista sendo um Radioamador também terá.

Para os leitores que não são radioamadores vou explicar melhor (resumidamente). O Echolink é uma interface de link entre o rádio e a internet. Através dele, falo com os radioamadores de todo o mundo seja através da internet como se fosse um MSN e/ou pelo rádio base, móvel ou portátil ou ainda pelo telefone celular 3G (alguns Smartphones). O que isso significa? Quer dizer que eu estando em qualquer lugar do mundo tendo a internet seja ela de que modalidade for eu faço contato com os Radioamadores no Brasil por exemplo, mesmo que este Radioamador esteja na rua, no trabalho ou em qualquer lugar com o seu rádio portátil (rádio de mão), ou em seu carro com um rádio móvel ou base. Esse sistema também é muito usado nos aparelhos celulares através de alguns aplicativos. Então o colega Radioamador pode estar apenas com o seu Smartphone que eu falo com ele de onde eu estiver.

Aquelas atividade antigas que os Radioamadores em todo o mundo sempre fizeram com uma certa dificuldade e muito empenho continua, agora com o uso dessa ferramenta maravilhosa chamada de ECHOLINK.

Então, para nós MOTOCICLISTAS que viajamos pelo mundo, é um recurso maravilhoso de comunicação. Para ter acesso, basta ser Radioamador e para ser um, basta procurar a LABRE de sua região ou a ANATEL, se orientar, estudar e fazer as provas que poderão te habilitar a ser um Radioamador. Dai o acesso ao ECHOLINK e o contato com os Radioamadores em todos os lugares que você possa imaginar.

Ah! A qualidade. Usando os equipamentos corretos e bem equalizados, você terá um áudio (som) como se estivesse ouvindo o FM do seu carro.

Então, caro motociclista. venha fazer parte de nosso grupo de Radioamadores e disfrutar dessa nossa rede de amizade no mundo inteiro.

PT2HP – Este é o meu prefixo de chamada (chamamos de indicativo). Venha ter o seu também para viajar coberto por uma rede de centena de milhares de Radioamadores no mundo (de Rei a uma pessoa mais humilde, de Astronauta a ciclista ou pedestre).

Depois de pegar a moto e dar umas voltas, percebi que o velocímetro estava com problemas. De vez em quando parava de marcar. então retornei a Alamo para ajustar e seguir para El Passo.

Deixei o hotel por volta das8 horas com destino a El Passo, mas, passei primeiro na Alamo Triumph para aguns acertos finais. Assim peguei a estrada (highway 10) mesmo já perto das 12 horas. Não me incomodei, pois o dia aqui rende muito. O sol se vai depois das 8 da noite. No caminho vi muitas placas dizendo “Caution – Croos Wind”. Não me liguei nos ventos, pois não ventava, mas, de repente uma “lapada” de vento que surgiu do nada quase me derruba. Levei um susto danado, mas, foi só este momento e não aconteceu novamente nesse dia. Foi uma jornada boa dentro dos limites de velocidade que variava de 55 a 80 milhas.

Procurei não ultrapassar esses limites, pois as notícias que temos é que a regra aqui é cumprida á risca. No caminho percebi que só eu mantinha a velocidade máxima permitida. Então todos me passavam com seus carros V6, V8 e caminhonetes enormes, cada uma maior que a outra, isso sem falar nos motorhomes que aqui não dá para contar de tantos que são vistos nas estradas. São muitos, mas, muitos e cada um mais incrementado que o outro. Uns rebocados por caminhonete ou carro, outros um caminhão que virou um lindo motorhome e os mais lindos de todos que vi são os ônibus. Magníficos, aparentemente de extremo luxo. Dava para perceber que era como aqueles que recebemos por e-mail onde as laterais se movem. Muitos desses homes ainda rebocam seus carros do tipo Honda Civic, Camaro, etc.

Não posso deixar de fora as motos. Aqui quem manda é mesmo a Harley Davidson. São muitas e cada uma maior que a outra. Várias usam um reboque para bagagem. É muito interessante. Passei por várias que puxavam o seu reboque.

A estrada é um tapete. Tapete mesmo, daqueles que não conhecemos ainda aí no Brasil, ou seja, melhor que as melhores estradas do Estado de São Paulo. Já a paisagem, bem, essa não mudou quase nada. Durante todo o tempo é praticamente tudo igual. Nem o Deserto é novidade mais sendo que percorri todo o Atacama de Sul a Norte, a temperatura continua na faixa dos 46ºC.

No início da noite ainda claro e com o sol rachando, cheguei na Exit 30. Lá estavam vários dos hotéis em que pretendia ficar. Como já conhecia a rede La Quinta que não é barato (USD 70,00 em média), procurei o Super 8. Esse foi um pouco mais barato, mas não gostei nada do hotel. é muito grande e parece um cortiço. Não pela denominação de cortiço que temos aí no Brasil, mas, pela quantidade de gente pendurada nas varandas. Para quem está com família pode até ser uma boa, pois oferece quarto com duas camas King-size, cozinha completa Tv etc. Como estou só e apenas para um dia, não valeu a pena, pois o preço aqui é bastante diferente do Brasil. Enquanto no Brasil se cobra por pessoa, nos EUA se cobra pela unidade com uma cama ou duas, mas geralmente todos até aqui são com duas camas King size o que também achei estranho, pois não encontramos isso comumente no Brasil.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San AntonioEl Passo550

Acordei cedo e logo sai com destino a Tucson onde havia planejado ficar. A estrada continua do mesmo modo que nos dias anteriores. Boa quanto a qualidade do asfalto, mas, com o senário de sempre. De vez em quando surge um cenário para fotos. Mesmo mantendo o Speed limit, chego bem cedo a Tucson e resolvo continuar para  Phoenix.

De Tucson para Phoenix a estrada mudou um pouco em relação ao dia anterior. A qualidade do asfalto é a mesma, Excelente, mas, a paisagem foi ficando cada vêz mais de deserto mesmo, daqueles que vemos nos filmes do Velho Oeste.

Me senti um verdadeiro Wayne (GeoWayne)dentro daquele cenário.

Já passei por três Estados: sai do Texas, cruzei o Novo México e cheguei ao Arizona.

Mais um dia que mantenho a velocidade da via enquanto todos se mandam a minha frente. Também cruzei com carrões, muitas motocicletas e motorhomes.

Um diferencial nas estradas é mesmo a estrutura que existe aqui. a cada 50, as vezes 100 milhas há uma área de descanso as margens da rodovia. Essa área tem toda uma infraestrutura para receber as pessoas conforme já disse anteriormente (banheiro completo e limpo, espaço tipo quiosque de churrasqueira dos clubes que temos aí no Brasil. Tudo muito limpo e organizado. Desde que entrei nos Estados Unidos, não vi nenhum pedágio, embora já tenha atravessado 2 estados e quase o terceiro.

Dá para entender perfeitamente a razão daqui ser 1º mundo e também o porque somos 3º mundo. É o retorno dos impostos para a população.

O vento na estrada também é bastante forte, mais que os ventos que peguei no Deserto do Atacama e no Peru seja nesta ou em outra viagem que fiz aquela região. Depois do susto que levei no Texas, logo após a saída de San Antonio eu não prestei muita atenção nas advertências (Cross wind) em muitos lugares, até porque tem momentos que rodamos sem vento algum, mas, de repente outra rajada de vento que veio do nada. É bastante comum visualizar alguns “birutas” as margens das rodovias. Me refiro aos instrumentos indicadores de direção do vento e não a pessoas malucas. São bastantes mesmo pelas rodovias e certamente são para orientação dos motoristas e motociclistas que trafegam por ali, mas, não temos esse hábito em nosso país e assim nos deparamos com alguns momentos de surpresas.

Já chegando a Phoenix, me deparei com uma tempestade de areia. A poeira tomou conta da estrada. Todos os automóveis com faróis ligados. O vento estava muito forte e eu não tinha muito o que fazer. Não dava para parar, então tinha que me manter naquela estrada a qualquer custo. Por sorte, um caminhoneiro buzinou e sinalizou para que eu ficasse na sua lateral e assim eu fiz. Passei a rodar do lado dele por uns bons 80 km e o caminhão fazia a proteção contra o veto e também me ajudava a orientar na poeira que tomava conta de tudo. Passado a tempestade, me adiantei ao caminhão, parei as margens da rodovia e sinalizei para o motorista agradecendo. Eu já vi esse tipo de tempestade em filmes de Tuaregues, mas, jamais imaginei que encontraria algo parecido em minha jornada.

Chegando a Phoenix, resolvi ficar no Studio 6 que faz parte da rede do Motel 6 e que que tem conforto suficiente para um bom descanço com preço razoavel U$30,00.

O calor supera o calor do Rio de Janeiro, Manaus, Goiânia ou qualquer outro que eu conheça no Brasil, mas, o que eu precisava com urgência era de um bom banho para me livrar de tanta poeira e também desmontar e lavar meu capacete que tinha areia por todo lugar dentro dele.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San AntonioEl Passo550
37El PassoPhoenix500

De Phoenix para Las Vegas com a intenção de passar pelo Grand Canyon também no Estado do Arizona. No caminho continuo passando por lugares característicos que antes só víamos nos filmes do Velho Oeste. O termômetro abaixo mostra a temperatura que está na estrada, 43ºC. No caminho uma refrescada com uma chuva torrencial que não demora muito a passar. Nessa, não percebo qualquer placa indicando a entrada para o Grand Canyon e passo direto. Quando paro para perguntar, já é tarde. Mais de uma hora para trás se quiser ver. Eu até poderia voltar, mas preferi continuar indo para Las Vegas e deixei o Grand Canyon para outro momento, afinal, voltarei mais vezes aos EUA.

https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fexplorethecanyon.com%2Fgrand-canyon-vacation%2Farea-information%2F&psig=AOvVaw2VBGNsdSWJiOtH9616rz-y&ust=1673629927249000&source=images&cd=vfe&ved=0CA0QjRxqFwoTCJiTkrrEwvwCFQAAAAAdAAAAABAD

A paisagem continua ganhando ares do que víamos apenas no cinema ou na tv, mas, desta vêz é ao vivo e a cores. A roupa que uso (Go Ahead) ajuda muito a suportar o calor e não chega a incomodar.

Fiquei imaginando como devia ser a vida das pessoas naquele Deserto. Quanto sofrimento! Seja Índio, Cowboy, homens da Cavalaria, Mulheres, não importa, a vida dessas pessoas era mesmo muito difícil. No descampado da região, também fico hoje imaginando como devia ser difícil para a Cavalaria ou quaisquer outras pessoas transitar por esse lugar.

Para os forasteiros deveria ser muito mais, pois quem se aventurava cavalgar por ali era visto a ‘léguas’ de distância. Também fiquei imaginando como se travou a Guerra entre Brancos e Índios que acabou com a extinção daquela raça nativa. Um dos matadores de Índios, o General Armistrong Custer tinha como mote que Índio bom era o Índio morto. Creio que com esse mote se dá a prática de extinção dos Índios Norte-Americanos.

Nas estradas estadunidenses encontramos muitos cenários para fotografar e muitas lojas com suvenir para os turistas principalmente. Eu paro em um desses cenários e compro um gorro do seriado de Tv. Daniel Bone, aquele de pele de guaxinim.

Assim chego a Las Vegas no Deserto de Nevada e vou para um hotel cassino o Sunset.

Não gosto de jogar, mas, queria ver um cassino por dentro e saber como é que funciona, ver também a organização etc.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San AntonioEl Passo550
37El PassoPhoenix500
38PhoenixLas Vegas350

No dia seguinte temos que seguir viagem.

De Las Vegas-Nevada saio para Los Angeles-California depois de conhecer o Cassino Sunset. Ate aqui já são Texas, Novo México, Arizona e Nevada, 4 estados estadunidenses. Não sou de jogar, já disse, mas, fui lá para conhecer e também fazer de conta que joguei, também ver o funcionamento, tentar entender o porquê de tanta resistência a liberação dos Cassinos no Brasil. O que vi foram muitas pessoas (turistas) curtindo um pouco ou muito o sonho de vencer a máquina. Outros apostam em jogos onde uns disputam com outros. Também vi muitas pessoas trabalhando. Desde atendentes e recepcionistas a barman, seguranças, Valetes etc. Se não fosse algo bom certamente Las Vegas não teria mais estes Cassinos. (Acorda Brasil, deixa de hipocrisia!).

No caminho continuo achando que só eu ando na velocidade da via. Alguns lugares 55 milhas, outros 65 milhas e outros 70 milhas. Não encontrei mais placas de 80 milhas na estrada que até então era só o tapete. Quando entro na California, me senti como se estivesse saindo do Estado de São Paulo e entrado no Estado de Minas Gerais dado a diferença das estradas. Na California também são boas, mas, não como as anteriores.

Encontrei sujeira, carros velhos, muito resto de pneu de caminhão pelas estradas e … buracos. Não era assim um buracão na pista, mas havia alguns.

Na minha jornada, cruzo o Deserto de Mojave (O deserto de Mojave passa por três Estado: Arizona, Nevada e Califórnia). Ocupa aproximadamente 40 mil quilômetros quadrados. Alberga o Vale da Morte, que é a região mais funda da América. Está 85 metros abaixo do nível do mar. Vários leitos de lagos de outrora são depósitos de sal. Dizem que Joshua é a árvore deste Deserto.

Nas estradas dos Estados Unidos há um diferencial de todas que passei até aqui. A preocupação com o descanso do motorista e demais viajantes. São muitas áreas de descanso com uma infraestrutura de deixar qualquer restaurante de beira de estrada de boca aberta. De contrapartida, não há restaurantes as margens das rodovias, só fora das rodovias acessando pelas marginais.

Chegando em Los Angeles, vou para o Motel 6 (“Motel 6″ é uma rede de moteis espalhada por todo os Estados Unidos e bastante em conta) onde durmo meio desconfiado com a segurança, pois até ali, não havia visto nada que me remetesse as ruas brasileiras. Agora começo a encontrar pedintes, pessoas revirando latas de lixo e principalmente gente vadiando, perambulando pelas ruas.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
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33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San AntonioEl Passo550
37El PassoPhoenix500
38PhoenixLas Vegas350
39Las VegasLos Angeles300

Na manha seguinte, o tempo já é outro. A caminho de San Francisco tudo muda e a temperatura cai para aproximadamente 12ºC. Eu tinha que conhecer e fazer fotos na Golden Gate e me dirijo diretamente para a ponte, mas fotografo a passagem na ponte errada.

Mais a diante chego ao famoso Tobogan de San Francisco.

Mas meu objetivo maior era a ponte Golden Gate. No final do Tobogan se vê a ponte. Quer dizer, se vê em dia de céu limpo, mas com as condições que encontrei, sem chance de fazer uma bela foto.

Fiquei desapontado com a condição climática do dia, mas fazer o que? Fiz as fotos que foram possíveis fazer da praia e fui para parte de cima da ponte. Bem… pedagio de U$6,00.

Chegando lá percebi o quão difícil é dividir espaço com tantos turistas do mundo inteiro. A maioria dos turistas tinha outras pessoas para fazerem suas fotos, eu não. Eu tinha que apoia a câmera em algum lugar e colocar no disparo temporizado, correr para a posição e… Um turista entra na frente, depois outro, masi outro e outro… e assim foi indo até que num determinado momento eu fiz todo o procedimento e comecei a gritar “sai da frtente, sai da frente!” Atir daí consegui fazer algumas fotos.

Depois desta aventura toda fui procurar onde ficar. Não encontro vaga. Rodo por toda parte e nada. Durante minha busca, sou seguido por um carro que buzina, se aproxima, dá sinal de luz, acena e eu acabo parando para atender. Se trata de um estadunidense que estava com os filhos. Ele fala um português mais ou menos, mas que dá para entender bem. Me diz que é casado com uma brasileira da Bahia, que já esteve no Brasil várias vezes e que pretende ir morar no Brasil, contudo, há um problema com emprego e salário que no Brasil é muito baixo segundo ele. Bem, após esse papo, volto a rodar pela cidade atrás de um lugar para dormir, mas continua difícil de encontrar. As informações é que estava acontecendo um megaencontro na cidade e todas as vagas já estavam previamente reservadas. Penso em ligar para o John, mas, por fim encontro um quarto. Preço? U$100! Isso mesmo. Cem dólares americanos por uma cama fedorenta de cigarro. Não havia remédio. Era pegar ou ficar na rua. Opto por ficar ali, mas já pensando na economia para a semana seguinte. Pensem numa noite ruim.

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01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
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33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
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37El PassoPhoenix500
38PhoenixLas Vegas350
39Las VegasLos Angeles300
40Los AngelesSan FRancisco400

No dia seguinte saio para fazer ir a Triumph de San Francisco. tinha que passar por lá para que façam a leitura da central da moto (obrigações com o patrocinador.

O tempo continua muito fechado com muita neblina e a temperatura de 12ºC mostrada no painel de rua. Depois de fazer as fotos na ponte e a manutenção da moto já não tinha mais nada para fazer por ali. Só voltaria para a ponte se o tempo tivesse melhor, mas não está. Então o negócio e “cascá fora”.

Sigo em frente para Redding passando próximo a Sacramento. Até Sacramento o tempo estava fechado, mas sem chuva. A partir de Sacramento “o bicho pegou com força”. É agua pra valer. Chego a Redding e vou para outro motel 6. A esperança é que no dia seguinte o tempo esteja melho, mas as informaçõe não são muito boas e a tendencia é de piorar.

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01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
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40Los AngelesSan FRancisco400
41San FranciscoRedding250

Acordo e vejo o temporal caindo. Tomo meu café, dou um tempo e nada de melhorar. Nem dá vontade de seguir, mas não tem jeito. Então vamos lubrificar corrente, verificar as condiçoes gerais da moto arrumar a bagagem e continuar. Bora apara a Highway 5. Velocidade máxima: 65 Milhas. Próximo destino Rice Hill no Oregon. Dizem que o Oregon chove muito e eu estou presenciando isto.

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01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
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16Cuenca – EquadorQuito500
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22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
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27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
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38PhoenixLas Vegas – Nevada350
39Las VegasLos Angeles – California300
40Los AngelesSan FRancisco400
41San FranciscoRedding – California250
42ReddingRice Hill – Oregon300

Mais um dia de chuva. A danada não dá trégua. Bora continuar. Saindo de Race Hill com destinoa Centralia no Estado de Washingnton.

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01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
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14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
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19CaliBogotá500
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21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San Antonio -TexasEl Passo550
37El PassoPhoenix – Arizona500
38PhoenixLas Vegas – Nevada350
39Las VegasLos Angeles – California300
40Los AngelesSan FRancisco400
41San FranciscoRedding – California250
42ReddingRice Hill – Oregon300
43Race Rill – OregonCentralia – Washingnton250

O dia começa com muita chuva. Mas, uma estiada me faz preparar para sair. Coloco as roupas impermeáveis e vou.

Antes de sair dos Estados Unidos tenho que passar pela última reperentação Triumph no Estado de Wasington para troca de óleo e filtro, verificar os apertos, corrente e fazer nova leitura da central da motocicleta. Ganho deles um par de lúvas imermeáveis e tambem resistente até -15ºC. Faço um lanche na própria loja e sigo meu caminho.

Saindo de Centalia com destino a fronteira Estados Unidos Canadá. A chuva melhora, hora chove hota da uma estiada.

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Chego a fronteira e sou atendido sem nenhuma burocracia. A agente me pergunta se existe algun tipo de “magia” que os sulamericanos tinham para fazer no Alaska. Ou seja, deve passar muita gente por ali indo para o Alaska assim como eu estava fazendo.

Logo após o atendimento e com tudo certo, sigo com destino a Vanouver no Canadá.

Lá chegando, procuro os hotéis mais baratos, mas não os encontro. O jeito é encarar o de 100 dólares mesmo.

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01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
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12Puquio, PeruLima, Peru700
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15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
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17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
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19CaliBogotá500
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21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
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33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
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37El PassoPhoenix – Arizona500
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41San FranciscoRedding – California250
42ReddingRice Hill – Oregon300
43Race Rill – OregonCentralia – Washingnton250
44Centralia – Washington – USAVancouver – BC – Canadá250

O primeiro mundo é muito diferente do que conhecemos. Estou a apenas um dia em Vancouver e não podia ser diferente minha admiração. Tudo muito limpo e aparentemente organizado. Quase não se ouve buzinas e a cortesia é a ordem por aqui.

Os ônibus são elétricos e fiz questão de dar uma volta pequena em um deles para ver como é. Não aceitam notas, só moedas ou passe. Eu não tinha nenhum dos dois, apenas notas, mas, nem por isto deixei de embarcar. O motorista me vendo com a nota na mão acenou que teria que ser com moedas mostrando o local para depositá-la. Me virei para sair e ouvi ele perguntar: You do not know the city? Respondi que não. Ele: Come in. where you go? eu disse I go to Granville Island. E ele: sir, sit please, acenando para o banco ao lado que estava vago.

No percurso que levou mais ou menos uns 3 minutos o ônibus avisava os cruzamentos e quando parava, o mesmo ônibus se abaixa para as pessoas entrarem (a suspensão a ar faz com que o veículo desça próximo ao nivel do meio fio). Um pouco mais a frente ele se vira e diz: is here, sir. Do not walk on the bridge. Pass under, ok. Have day nice. Eu agradeci e desembrquei sem pagar.

Eles chamam de ponte, mas, estava se referindo ao viaduto. Quando eu caminhava por baixo dele como muitos ali, percebi que em um canto do mesmo viaduto uma pessoa dormia envolta em trapos ao lado de um carrinho de supermercado cheio de tralhas. Ou seja, tem mendigos no primeiro mundo. Não vi mais além desse, mas, havia aquele.

Na Granville Island, um mercado nos moldes de qualquer mercado central, só que sem sujeira e muvuca. Muitos turistas e muita gente trabalhando, seja nos ‘box’ nos locais de comida seja limpando, seja divertindo as pessoas com musica ou outra arte. Faltou o sol para ficar melhor, mas, estava bem mesmo sem ele.

Saio de Vancouver B. C. combinado de encontrar com o Sinomar pelo caminho, tendo em vista que em Vancouver não foi possível. Segui pela Rota 1 do Canadá e depois a 97.

Chegando a Quesnel, passei por um motociclista com uma BMW que saia de uma perpendicular a direita. Logo a frente um posto de gasolina onde eu pretendia abastecer. Imaginei ter errado a entrada, mas, havia outra mais a frente. Entrei e logo que parei a moto percebi que o motociclista que vi alguns metros atrás estava do meu lado. Ele viu a bandeira do Brasil e me acompanhou. Conversamos um pouco, nos apresentamos então fiquei sabendo que o seu nome é Dean.

Na nossa conversa, ele disse que iria a um café e me convidou para ir também. Indagou para onde eu iria e respondi que estava indo para Prince George. Ele de imediato disse que eu pagaria muito caro por lá. Então ofereceu para que eu dormisse na casa dele. Isto mesmo! Ir para casa dele sem me conhecer. Enquanto abastecia a moto Sinomar chegou e nós fomos para o café. Lá além do café também fomos servido de um enorme sanduiche com batatas fritas. Mais um pouco de conversa e fomos todos para a casa do Dean.

Na casa estava a nos esperar sua esposa e os filhos (dois meninos e uma menina). A casa é uma mansão, tanto eu quanto o Sinomar ficamos meio sem jeito. Preferimos armar nossas barracas e dormir nelas. Afinal estamos em um lugar seguro.

Conversamos mais, tomamos cerveja, também tomamos banho, ouvimos musica brasileira do Zeca Pagodinho e do Arlindo Cruz. Foi uma tarde e noite muito agradável.

Espero ter a honra de receber o Dean e sua família no Brasil para retribuir o carinho com que fomos tratados.

Dean, obrigado por me receber em sua casa.

Passamos uma noite agradável. Logo pela manhã, assim que nos levantamos, lá estava o Dean com três canecas de café nas mãos para nos servir (edivânis esposa do Sinomas, Sinomar e eu). Muita gentileza dele e da sua esposa.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San Antonio -TexasEl Passo550
37El PassoPhoenix – Arizona500
38PhoenixLas Vegas – Nevada350
39Las VegasLos Angeles – California300
40Los AngelesSan FRancisco400
41San FranciscoRedding – California250
42ReddingRice Hill – Oregon300
43Race Rill – OregonCentralia – Washingnton250
44Centralia – Washington – USAVancouver – BC – Canadá250
45Vancouver Quesnel700

Após recebermos toda esta gentileza desmontamos nossas barracas, arrumamos as moto e seguimos com destino a Smithers. O tempo não ajudava. Fazia muito frio e chovia muito. Parecia até aquela tempestade que pegueo no Óregon.

A estrada é boa e a paisagem diferente. A partir deste dia os ursos começaram a aparecer.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San Antonio -TexasEl Passo550
37El PassoPhoenix – Arizona500
38PhoenixLas Vegas – Nevada350
39Las VegasLos Angeles – California300
40Los AngelesSan FRancisco400
41San FranciscoRedding – California250
42ReddingRice Hill – Oregon300
43Race Rill – OregonCentralia – Washingnton250
44Centralia – Washington – USAVancouver – BC – Canadá250
45VancouverQuesnel700
46QuesnelSmithers500

Agora estamos bem próximo da fronteira. Pelos meus cáuculos, mais um dia e chegaremos.

O ruim é só o tempo que não está ajudando, chove muito e está muito frio. Estas duas coisas não combinam com viagem de motocicleta, mas se a meta é chegar ao Alaska indo de moto, então não tenho do que reclamar.

Quando cheguei a Stewart não teve jeito. fui para o primeiro hotel/motel que encontrei. Eu estava ensopado. muito molhado e estava muito, mas muito frio.

Instalado e aquecido, coloquei as roupas para secar sobre o aquecedor e em seguida fui tomar um banho quente que durou mais de uma hora.

Agora eu ja estou na fronteira. Não sei ainda como é para entrar novamente nos Estados Unidos (Alaska é Estados Unidos que está depois do Canadá).

Aproveitei bastante aquela noite gelada tomando cerveja ao natural (0ºC). Stewart não tem nada que me chamasse a atenção.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San Antonio -TexasEl Passo550
37El PassoPhoenix – Arizona500
38PhoenixLas Vegas – Nevada350
39Las VegasLos Angeles – California300
40Los AngelesSan FRancisco400
41San FranciscoRedding – California250
42ReddingRice Hill – Oregon300
43Race Rill – OregonCentralia – Washingnton250
44Centralia – Washington – USAVancouver – BC – Canadá250
45VancouverQuesnel700
46QuesnelSmithers500
47SmithersStewart – Canadá400

No dia seguinte acordo por volta das 9h, tomo o café da manha, arrumo as rolpas que já estavam secas preparo a moto lubrificando corrente e sigo para o Alaska ali do lado. Durante a noite anterior procurei me informar dos procedimentos para entrar no Alaska e não tem que fazer nada, é só entrar. Não existe aduana nem imigração para a entrada em Hider. Os procedimento são ao sair retornando ao Canadá.

diaCidade de saídaCidade de chegadaKM
01Águas Claras – DFAparecia e Taubaté – SP1.200
02Taubaté – SPPonta Grossa – PR750
03Ponta Grossa – PRFoz do Iguaçu – PR600
04Foz do Iguaçu – PRResistência- Chaco -Argentina700
05Resistência- Chaco -ArgentinaJoaquín Víctor González- Salta, Argentina600
06Joaquín Víctor González- Salta, ArgentinaSan Pedro de Atacama, Antofagasta, Chile700
07San Pedro de Atacama, Antofagasta, ChileIquique, Tarapacá, Chile500
08quique, Tarapacá, ChileMoquegua, Peru500
09Moquegua, PeruPuno, Peru300
10Puno, PeruCusco, Peru400
11Cusco, PeruPuquio, Peru500
12Puquio, PeruLima, Peru700
13LimaChimbote400
14ChimbotePiura600
15Piura, Tumbes (fronteira) – PeruCuenca – Equador650
16Cuenca – EquadorQuito500
17Quito – EquadorPasto – Colômbia350
18PastoCali400
19CaliBogotá500
20BogotáCidade do Panamá000
21Cidade do PanamáDavid500
22David – PanamáPuntarena, Barrancas- Costa Rica400
23Puntarena – Costa RicaGranada – Nicarágua390
24GranadaTipitapa70
25TipitapaManágua40
26ManaguaOCOTAL250
27Ocotal – NicaráguaComayagua – Honduras300
27Comayagua – HondurasPuerto Barios – Guatemala350
28Puerto BariosTikal – Guatemala350
29TikalCorozal – Belize350
30CorozalCancun – México400
31CancunChichen-Itza e Campeche500
32CampecheVera Cruz600
33Vera Cruz (enchente no caminho)Ciudad Victória950
34Ciudad Victíria – MéxicoBrownsville, Texas – USA350
35BrownsvilleSan Antonio300
36San Antonio -TexasEl Passo550
37El PassoPhoenix – Arizona500
38PhoenixLas Vegas – Nevada350
39Las VegasLos Angeles – California300
40Los AngelesSan FRancisco400
41San FranciscoRedding – California250
42ReddingRice Hill – Oregon300
43Race Rill – OregonCentralia – Washingnton250
44Centralia – Washington – USAVancouver – BC – Canadá250
45VancouverQuesnel700
46QuesnelSmithers500
47SmithersStewart – Canadá400
48Stewart – CanadáHyder – Alaska6km

Cheguei ao objetivo.

Sou o primeiro sabarense a chegar no Alaska, o primeiro Skolado a chegar pilotando uma motocicleta no Alaska.

Me lembro da fala de um Skolado dizendo que eu nunca chegaria onde cheguei pilotando uma Triumph Tiger (moto que não tem no Brasil) e tambem de outro radioamador que disse que eu não imajinava onde é o Alaska para dizer que chegaria lá pilotando uma motocicleta e de um outromilitar com quem trabalhei por muitos anos que duvidou da minha capacidade de superar os obstáculos (este último sabe bem que eu sempre fui o 01, o primeiro colocado em todas as atividades militares que participei)

Quero agradecer a Deus, aos meus santos e anjos protetores que me livram de males e tentações, de pessoas ruins, que me acelera ou me freia para que eu passe pelos lugares de dificuldades nos melhores momento e dedicar esta conquista a meus familares que sofrem muito, tenho certeza, com a minha ausencia e cada dia que não consego dar notícias. Sei que sentem muito a minha falta; aos meus amigos e irmãos motociclistas sejam Skolados do Asfalto ou não, que tenha acreditado no projeto e na minha capacidade e aqueles que duvidaram pois isto também me faz procurar vencer mais obstáculos; aos colegas e amigos radioamadores que me acompanham via EchoLink e as pessoas que encontrei pelo caminho, que me ajudaram de alguma maneira.

Me hospedei no SEALASKA INN e fiquei ali por alguns dias para conhecer o lugar.