
A ideia
A ideia desta aventura nasceu em 2004 na cidade de Ouro Branco-MG quando dois amigos (Antônio Tibúrcio e Cláudio Vianna) informalmente se encontraram durante a realização de uma tarefa no ambiente de trabalho e perceberam que ambos tinham um sonho em comum que era realizar uma grande viagem de moto.
A princípio a ideia proposta era de visitar a Patagônia Argentina. Menos de um mês depois, após comentar com outros amigos e colegas de trabalho, este grupo de apenas dois chegara a oito e ao invés do destino ser a Patagônia, passou a ser Machu Picchu no Peru.
Mas por que Machu Picchu?
Descobrimos logo nos primeiros encontros que esta cidade exercia um fascínio diferente em todos. Tinha um poder de “conquista” que fazia com que mesmo os menos animados alterassem suas posições de duvidoso para “quase certo”.
Em dezembro de 2004 Cláudio convida outros dois motociclistas, mas desta vez fora do círculo de trabalho. Foi aí que entro na história da viagem a Machu Picchu. Até então, todos os participantes eram da mesma cidade e a partir deste momento os prováveis aventureiros além de “OB” como carinhosamente chamávamos a cidade de Ouro Branco também estavam em Brasília-DF.
Em janeiro de 2005 acontece uma reunião. A primeira reunião do grupo que já contava com 10 participantes entre confirmados e quase certos e, com a perspectiva de crescimento.
Na pauta: rotas possíveis; a melhor época do ano; o modelo de motocicleta; carro de apoio etc.
Como resultado da reunião, foi feito uma divisão de tarefas e marcado uma nova reunião para o mês seguinte para que os participantes trouxessem as informações destinadas para cada um.
Todos empenhados em ter as melhores informações fizeram suas pesquisas buscaram livros, artigos diversos, vídeos, depoimentos de quem já havia feito uma empreitada deste porte e em fevereiro de 2005 concluímos o seguinte:
Rotas: teríamos 3 rotas possíveis – 1º- OB e DF para Corumbá, passando pela Bolívia e chegando a Cuzco- Peru (este deveria ser o percurso mais curto); 2º- OB/DF para o Acre passando pelo Pantanal e rodar pela futura Carreteira interoceânica até Cuzco-Peru; 3º- OB/DF para São Paulo seguindo para Foz do Iguaçu, atravessar Argentina e Chile (visitando o Deserto do Atacama) para chegar a Cuzco-Peru. Definimos que faríamos rotas diferentes de ida e volta e que a definição de qual destas seria a melhor ficaria para mais próximo da data da viagem.
Época do ano: Em todas as pesquisas feitas, ficou claro que deveríamos preocupar com duas coisas, as chuvas e o frio. Assim, acompanhamos o clima em sites especializados e verificamos que os menores índices pluviométricos se davam nos meses maio, junho e julho. Também as temperaturas nas áreas de Pantanal, Selva e Cordilheira eram melhores neste mesmo período. Então o próximo passo era verificar entre os participantes a melhor opção de férias.
Parte do grupo tinha preferência por maio e outra parte para julho em razão de problemas particulares.
Como era um grupo grande, decidimos à princípio dividir o grupo em dois subgrupos um indo em maio e outra em julho conforme definido pelas férias de cada um. Definimos também que que a viagem seria no ano seguinte, 2006.
Carro de apoio: Decidimos que iríamos tentar arrumar o carro para acompanhar o grupo, mas caso não conseguíssemos, continuaríamos sem o carro de apoio.
Escolha das motos: A escolha da motocicleta é algo muito particular. Depende muito do gosto, do bolso, da habilidade e da oferta do mercado. Os modelos de motos que os membros do grupo tinham eram muito diferentes umas das outras, ia de BMW 1200 GS a Honda Falcon 400 passando pela Suzuki GSXF750 e Honda XL 250 R e Alguns nem moto tinham.
Com esta variedade seria uma viagem difícil. Uns podendo rodar bem rápido e outros não tendo estas condições em relação ao veículo. Contava também a habilidade de cada um. Uns com muita experiência e alguns sem qualquer vivência de viagem em grupo e em comboio.
Da Estrada Real a Machu Picchu – Conexão histórica